Idilvan Alencar, otimista com as chances de votação da matéria até maio (Foto: Vinícius Loures/Câmara dos Deputados)
Segundo parlamentar, que defende o adiamento do Enem 2020 devido à pandemia do coronavírus, Weintraub fere o princípio da isonomia ao se manifestar a favor do atual calendário.
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O deputado federal Idilvan Alencar (PDT-CE) criticou, na manhã desta segunda-feira, 20, o posicionamento do ministro da Educação Abraham Weintraub em publicação nas redes sociais. No Twitter, Weintraub apoiou o atual calendário do Enem e acusou os governadores de promover uma quarentena “generalizada e precipitada”.
Segundo o parlamentar, ainda não houve uma ajuda do Ministério da Educação (MEC) para superar os impactos da crise sanitária na pasta. "Professores estão trabalhando todo dia com aulas a distância para amenizar esses impactos. Os governadores (estão trabalhando) dia e noite. Já o ministro não para de ser agressivo e já até chamou estudantes para briga. Primeiro tem que ter educação para estar nesta pasta. Ele que não está ajudando em nada" afirma.
Os governadores estão trabalhando dia e noite para encontrar saídas para a crise em todos os setores sociais. Na educação, eles não têm contado com nenhuma ajuda do MEC, como podemos ver nesse tweet.
Veja outros Tweets de Idilvan Alencar
Com relação ao posicionamento do ministro de manter o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em meio a pandemia, Idilvan destaca que continuará com os esforços para adiar o processo em 2020. "Ele (Weintraub) fere o princípio constitucional da isonomia. Na zona rural do Nordeste, só 30% (dos estudantes) têm internet, então ele tá tratando os desiguais de forma igual. Para quem é da classe alta, tem tudo, mas não é assim em todo Brasil" avalia.
21.04.2020



