Bolsonaro afirma que Brasil chegará a 100 mil mortos por coronavírus mas que é preciso "tocar a vida" (Foto: Reprodução/Youtube)Declarações foram feitas em transmissão ao vivo pelas redes sociais nesta quinta-feira, 6.
Bolsonaro afirma que Brasil chegará a 100 mil mortos por coronavírus mas que é preciso "tocar a vida" (Foto: Reprodução/Youtube)“Lamentamos as mortes, mas vamos tocar a vida”, disse o presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem Partido), sobre o fato de o Brasil se aproximar da marca de 100 mil mortos por coronavírus. O vírus já tirou a vida de 98.493 brasileiros. Declarações foram feitas em transmissão ao vivo pelas redes sociais nesta quinta-feira, 6.
"A gente lamenta todas as mortes, já está chegando ao número 100 mil, talvez hoje. Vamos tocar a vida. Tocar a vida e buscar uma maneira de se safar desse problema", declarou. Ele falou ao lado do ministro da Saúde, o militar Eduardo Pazuello. No vídeo, com cerca de 55 minutos de duração, o presidente frisa que ao lado de seus ministros estão atuando com total eficiência no combate ao vírus no País.
Um dos temas principais foi a defesa da hidroxicloroquina. Apesar da ausência de comprovação científica da eficácia no tratamento da Covid-19, Bolsonaro argumentou que o medicamento está salvando vidas e criticou aqueles que não incentivavam o seu uso. Ele, que já foi infectado pelo novo coronavírus, assim como seus demais ministros e membros do governos, estão tomando o remédio para se tratar ou se prevenir da doença.
"Quem não quer tomar cloroquina, não tente proibir, impedir quem queira tomar”, declarou o presidente. Ele pontuou ainda que “muitas doenças estariam sem cura se o médico não tivesse a liberdade de trabalhar fora da bula”. Durante toda a transmissão, Bolsonaro exibia uma caixa do medicamento.
Continuando a sua fala, Bolsonaro volta a questionar as intenções de prefeitos e governadores que determinaram medidas rígidas de isolamento, com fechamento parcial ou total do setor produtivo. Ele frisa que seriam estes os responsáveis pela massiva onda de crescimento do desemprego no País que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já atinge cerca de 9 milhões de pessoas durante a pandemia.
Bolsonaro sugeriu ainda que caso Fernando Haddad tivesse ganho as eleições de 2018, ele estaria assumindo atitudes semelhantes à gestão atual. Bolsonaro declarou ainda que acreditava que Haddad não iria aceitar as imposições de isolamento e fechamento do comércio, ou aplicação de multa para frisar o uso de máscaras determinadas por governos municipais e estaduais.
Bolsonaro chamou de “ditadores” os prefeitos e governadores que implementaram protocolos rígidos de isolamento social, como tentativa de desacelerar a propagação do coronavírus em suas respectivas jurisdições.
opovo.com.br
07.08.2020


