Legenda: Dilema atinge três milhões de pessoas somente no AfeganistãoFoto: Bulent Kilic/AFPLevantamento indica que insegurança alimentar agravada pela Covid-19 já atinge 45 milhões de pessoas.
SOLUÇÃO
Segundo o PMA, o custo de evitar a fome no mundo chega agora a US$ 7 bilhões, ante US$ 6,6 bilhões no começo do ano. O programa adverte que as formas de financiamento tradicionais estão saturadas.
"O custo dos combustíveis sobe, o preço dos alimentos dispara, os fertilizantes estão mais caros, e tudo isso alimenta novas crises, como a que acontece agora no Afeganistão, bem como emergências de longa duração, como o Iêmen e a Síria", acrescentou Beasley.
As famílias que enfrentam a insegurança alimentar aguda são "obrigadas a tomar decisões devastadoras", casando seus filhos antes do tempo, retirando os mesmos da escola ou alimentando as crianças com insetos, folhas silvestres ou cactos.
"Enquanto isso, as informações do Afeganistão dão conta de famílias que são forçadas a vender seus filhos, em uma tentativa desesperada de sobreviver", destacou Beasley.
As secas no Afeganistão se somam ao colapso econômico e levam as famílias ao limite, enquanto, na Síria, 12,4 milhões de pessoas não sabem de onde virá sua próxima refeição, informou o diretor.
O aumento da fome também é observado em Etiópia, Haiti, Somália, Angola, Quênia e Burundi, de acordo com a agência da ONU, que tem sede em Roma.
diariodonordeste.verdesmares.com.br
08.11.2021


