Legenda: Em depoimento à polícia, Sandra negou que teria sido racista e justificou o uso da coleira de seu cachorro para "se defender"Foto: Reprodução/redes sociaisSandra Mathias foi flagrada agredindo e desferindo golpes semelhantes a chicotadas no entregador no último dia 9 de abril.
"Ela quer reverter a situação. Isso nunca existiu, ela quer justificar o injustificável. Eu jamais iria ser homofóbico com ela, eu sou negro e acho que racismo e homofobia são igualmente ruins. É triste ver que a pessoa errou, mas se nega a reconhecer", disse Max.
Ainda em depoimento à polícia, Sandra negou que teria sido racista e justificou o uso da coleira de seu cachorro para "se defender".
HISTÓRICO CRIMINAL
Sandra já tem duas passagens na polícia: uma é por furto de energia elétrica na Praia do Leblon, no Rio de Janeiro, e outro por injúria e ameaça.
O advogado de Max Ângelo alega que o entregador não proferiu ofensas a Sandra e que "as imagens são claras em relação à agressão". A defesa ainda reforçou que as falas da mulher podem configurar calúnia.
De acordo com a publicação, uma testemunha do crime já foi ouvida pela Polícia Civil, que intimou mais outras três pessoas a prestarem depoimento. O caso foi registrado como lesão corporal e injúria simples.
A delegada responsável pelo caso afirmou que ainda não há elementos suficientes para que o crime seja tipificado como injúria racial, e aguarda pelo menos mais três depoimentos para reunir mais evidências.
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19.04.2023


