Legenda: O presidente do BNB, Paulo Câmara (foto), fala aos empresários da indústria e da agropecuária do CearáFoto: DivulgaçãoPaulo Câmara, que foi governador de Pernambuco, reuniu-se hoje com empresários da indústria e da agropecuária cearenses, dos quais ouviu mais elogios do que críticas.
Ele citou a fruticultura e a carcinicultura como exemplos, o que provocou largo sorriso no rosto de Tom Prado – cuja empresa Itaueira produz melão, melancia, uva sem caroço, suco de frutas, pimentão colorido, camarão e mel de abelha – e Cristiano Maia, maior criador de camarão do país, com fazendas de produção no Ceará e no Rio Grande do Norte.
O presidente do BNB ouviu manifestações sinceras do presidente da Faec, Amílcar Silveira, que disse, com outras palavras:
“Fui um duro crítico do BNB por causa de sua larga e demorada burocracia, mas sinto que hoje o banco assumiu uma posição de mais simpatia para com os produtores rurais. Na minha opinião, quem pede dinheiro emprestado ao banco tem de pagar, tem de honrar o compromisso assumido com a instituição. E as coisas parecem ir bem agora na relação do BNB com o agro, pois 46% das operações do banco são feitos com quem produz nas áreas rurais”.
Amílcar Silveira disse a Paulo Câmara – que se fez acompanhar de sua superintendente no Ceará, Eliane Brasil – que celebrou, na semana passada, na Pecnordeste, um convênio com o BNB por meio do qual o banco capacitará 120 técnicos da Faec para a tarefa de ajudar os produtores rurais do estado na elaboração de projetos a serem financiados pelo Banco do Nordeste.
O presidente da Faec elogiou a escolha de Eliane Brasil para a superintendência estadual do BNB; revelou que o problema principal dos carcinicultores cearenses é a burocracia que retarda o licenciamento ambiental das fazendas de criação de camarão, mas lembrou que o governador Elmano de Freitas já encaminhou ao Legislativo Projeto de Lei reduzindo as exigências burocráticas; e concluiu dizendo que a meta da Faec é, até o fim deste ano, levar assistência técnica ao homem do campo, para o que precisará da ajuda do Banco do Nordeste.
O bananicultor Edson Brok, por sua vez, elogiou a atitude de Paulo Câmara ao aceitar o convite para reunir-se com os empresários do agronegócio, o que revela “uma grande mudança de atitude da instituição para com quem trabalha e produz na agropecuária, de sol a sol”.
O secretário do Agronegócio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, agrônomo Sílvio Carlos Ribeiro, surpreendeu o presidente do BNB ao revelar os números das culturas protegidas em franco crescimento na Chapada da Ibiapaba, onde já existe o equivalente a 380 hectares produzindo sob estufas hortaliças – tomates, pimentões coloridos e brócolis, principalmente.
Ribeiro disse a Paulo Câmara que o governo do Estado está começando a construir em Barbalha, na região do Cariri, o Centro de Tecnologia em Culturas Protegidas, para o que tem a consultoria tecnoloógica de uma universidade da Holanda, especializada nessa atividade.
A superintendente do BNB no Ceará, Eliane Brasil, alegrou Paulo Câmara, ao anunciar que, na Pecnordeste, encerrada sábado, o Banco do Nordeste fechou negócios de mais de R$ 30 milhões para financiar projetos de pequenos, médios e grandes produtores rurais em diferentes municípios do estado.
Entre os presentes à reunião, esta coluna anotou o vice-presidente da Federação das Indústrias (Fiec), Carlos Prado; Raimundo Delfino, sócio majoritário e CEO da Santana Textiles; Marden Vasconcelos, sócio e CEO da Betânia Alimentos; Gilson Gondim, produtor e exportador de plantas ornamentais; Rita Granjeiro, da Fazenda Granjeiro, grande produtora de côco e feijão verde; Eugênio Pontes, da Fortsan, empresa de tecnologia de alimentos; e Bessa Júnior, agropecuarista com fazenda de produção na Região Metropolitana de Fortaleza.
diariodonordeste.verdesmares.com.br
20.06.2023


