15 anos da Lei Seca: saiba como o álcool afeta a habilidade de dirigir - Cariri Ativo - A Notícia Com Credibilidade e Imparcialidade
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15 anos da Lei Seca: saiba como o álcool afeta a habilidade de dirigir

15 anos da Lei Seca: saiba como o álcool afeta a habilidade de dirigir

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Legenda: 15 anos da Lei Seca: saiba como o álcool afeta a habilidade de dirigir
Foto: Shutterstock

Médico do Samu explica como a substância afeta o organismo, causando lentidão e demora nas respostas do corpo.

Escrito por Agência de conteúdo DN

Em incontáveis campanhas Brasil afora, a máxima de “se beber, não dirija”, é repetida de forma constante. Mesmo com todo o reforço na informação, a mistura entre álcool e direção ainda resulta em um número elevado de óbitos no país, com 10.887 pessoas morrendo nessas condições em 2021, segundo dados do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) divulgados neste ano.  

Em 2023, a Lei Seca completa 15 anos de atuação. De lá pra cá, a legislação passou por alterações que visam garantir a segurança de todos no trânsito, com tolerância zero para embriaguez no trânsito. Ainda de acordo com a pesquisa do Cisa, houve uma redução de 32% no número de óbitos no trânsito entre 2010 e 2021.   

Afinal, quais são os efeitos do álcool no organismo? E por que ele afeta tanto a capacidade dos condutores? De acordo com Yury Tavares, médico e diretor de Educação Permanente do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência Ceará (Samu), o álcool, quando começa a entrar no organismo, provoca uma sensação de euforia e desinibição, antes de provocar lentidão no corpo.  

Com o aumento da ingestão, o álcool provoca efeitos como sonolência, déficit de atenção e lentidão nas respostas reflexas, o que pode comprometer a habilidade de dirigir e, principalmente, a direção defensiva.  

“O mecanismo de ação dele é inibir diretamente estas funções no cérebro, então torna-se um estado incontrolável por parte da pessoa que ingeriu, e isso é um risco enorme para todos, pois coloca em risco a vida não só da pessoa que ingere álcool e dirige, mas, também, da sociedade”, relata o médico. 

Na legislação atual, ao se fazer o teste do bafômetro, a tolerância máxima de álcool no sangue é de 0,04 mg/l, sem penalidades para o condutor.  

  • De 0,05 mg/l a 0,33 mg/l: configura uma infração gravíssima; 
  • Igual ou superior a 0,34 mg/l: caracteriza-se como crime de trânsito. 

Yury Tavares explica que, mesmo em quantidades mínimas, o álcool pode alterar o senso de discernimento de alguns indivíduos. O tempo que a substância permanece dentro do organismo pode variar de acordo com a quantidade ingerida, o tipo de bebida e sua respectiva porcentagem alcoólica, além da capacidade de cada indivíduo de degradar o álcool. Em média, são necessárias de 3 a 4 horas para que ele seja eliminado.  

Redução dos efeitos no dia seguinte 

Uma das principais consequências do uso excessivo de álcool é a ressaca. Para Yury Tavares, a orientação clássica permanece como a mais indicada: se hidratar muito tanto durante a ingestão do álcool quanto depois. Dessa forma, será possível reduzir o mal-estar. “Lembrar que, ao desidratarmos, não perdemos apenas a água, mas também eletrólitos importantes para o funcionamento normal do nosso organismo.” 

diariodonordeste.verdesmares.com.br

21.09.2023