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PGR solicita arquivamento de investigação contra Bolsonaro no caso de fraude em cartão de vacina

PGR solicita arquivamento de investigação contra Bolsonaro no caso de fraude em cartão de vacina

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Legenda: Mauro Cid foi apontado pela Policia Federal como um dos participantes do esquema, sua delação auxiliou as investigações
Foto: Alan Santos/PR

Segundo a PGR, não há elementos suficientes que justifiquem a investigação de Bolsonaro no caso de fraude em cartão de vacina.


Escrito por
Redaçãoproducaodiario@svm.com.br

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o arquivamento da investigação contra o ex-presidente Bolsonaro no caso de fraude em cartão de vacina. A solicitação foi enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (27), pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, segundo O Globo.

Para o dirigente do Ministério Público Federal, não há elementos que responsabilizem o ex-chefe do Executivo pelo crime de inserção de dados falsos no sistema do cartão de vacinação de Covid-19.

“Diante da ausência de elementos que justifiquem a responsabilização de Jair Messias Bolsonaro […] promovo o arquivamento do inquérito no que tange a esses dois investigados, requerendo, não obstante, que os autos sejam enviados para as instâncias ordinárias, a quem cabe investigar a responsabilidade dos demais envolvidos sem prerrogativa de função”, expressa trecho da decisão obtida pelo UOL.

Bolsonaro e outras 15 pessoas chegaram a ser indiciadas pela falsificação da carteira de vacinação, após a Polícia Federal, em 2024, concluir que o político e seus auxiliares haviam inserido os dados falsos no sistema do governo federal.

O pedido de Gonet se estende ao deputado federal Gutemberg Reis (MDB-RJ), que também estava sendo investigado no mesmo processo. 

ESQUEMA DE FALSIFICAÇÃO

A Polícia Federal (PF) apresentou o relatório final da investigação em março do ano passado, e apontou que o esquema de falsificação contava com o apoio o ex-ajudante de ordens da Presidência, Mauro César Cid, que também teria montado a ação.

No mesmo mês, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, que também era relator do inquérito, levantou sigilo sobre a investigação. Fabio Wajngarten, advogado de Bolsonaro na época, defendeu seu cliente em publicação no X.

“Vazamentos continuam aos montes, ou melhor aos litros. É lamentável quando a autoridade usa a imprensa para comunicar ato formal que logicamente deveria ter revestimento técnico e procedimental ao invés de midiático e parcial”, escreveu.

Segundo a PF, a movimentação do grupo iniciou em 2021. O envolvimento de Cid foi conformado por ele mesmo, após delação premiada, o que auxiliou na investigação da polícia.

diariodonordeste.verdesmares.com.br

Cariri Ativo

28.03.2025