Cultura de demissão de técnicos no Brasil continua forte entres os times da elite nacional.
"Sempre acreditei muito na questão do jogo. Aqui dentro, percebemos que as coisas são diferentes e também há questões anímicas que precisam ser consideradas. Ambiente interno estava muito bom com os atletas, Carille é um cara muito especial. Infelizmente, todo mundo fala que sempre sobra para o treinador. É uma verdade, mas essa responsabilidade é minha", afirmou o mandatário Cruzmaltino.
Antes de Carille, Mano Menezes (Fluminense), Pedro Caixinha (Santos), Gustavo Quinteros (Grêmio) e Ramón Díaz (Corinthians) não haviam resistido aos resultados no início da competição. Destes, apenas o Santos, que continua com o interino César Sampaio à frente da equipe, ainda não encontrou um treinador, apesar de negociações com Ramón Díaz e Jorge Sampaoli nas últimas semanas - o Corinthians já tem um acerto com Dorival Júnior e já anunciou o novo comandante nesta segunda-feira (28).
NOMES QUE ESTÃO BALANÇANDO NO CARGO:
Além das cinco demissões já realizadas até aqui, outros nomes estão na "corda bamba" após seis rodadas. Até o momento, sete clubes somaram apenas uma vitória na competição e ligam o alerta a respeito do trabalho de seus treinadores. Além disso, Pepa, do Sport, ainda não venceu neste Brasileirão, mas ganhou respaldo do presidente Yuri Romão após empate por 0 a 0 diante do Fortaleza, na Ilha do Retiro, no Recife.
Dos demais clubes, à exceção de Grêmio e Santos, que já trocaram de treinador nesta temporada, a situação mais caótica neste momento é a de Cuca. Campeão mineiro, o treinador encontra problemas para repetir as atuações do início da temporada agora no Brasileirão. Ele, por sua vez, responsabiliza as baixas do elenco pela sequência ruim. Na última partida, cedeu o empate por 2 a 2 diante do Mirassol, com um gol de Reinaldo no último minuto.
Mirassol e Vitória, com Rafael Guanaes e Thiago Carpini respectivamente, também não conseguiram ampliar uma sequência de vitórias na competição. No entanto, a série invicta de ambas as equipes são fatores que permitem aos treinadores seguir no cargo por mais tempo. Inclusive, segundo o GE, Carpini já recebeu sondagens do Vasco e falou que tinha o interesse de permanecer no clube baiano. Já do lado das paulistas, ela ainda se soma ao ataque da equipe, que é o segundo melhor do Brasileirão, atrás apenas do Flamengo, e ao trabalho recente de Guanaes, que assumiu o time após ser demitido do Atlético-GO.
Luis Zubeldía ainda não perdeu com o São Paulo neste Brasileirão, tendo inclusive empatado com o Ceará neste sábado (26) na Arena Castelão, é um caso à parte. Mesmo antes do início da competição, o treinador está sob pressão da torcida pelos resultados e atuações ruins no Campeonato Brasileiro. Ele ganhou respaldo da diretoria antes da vitória sobre o Santos - primeira e única da equipe até então na competição -, mas ainda não está tranquilo no cargo. O desempenho na Copa Libertadores, com duas vitórias, um empate e liderança do Grupo D -, é um fator a favor do argentino.
Destaca-se ainda, como ameaçado, Renato Paiva, do Botafogo, que ainda não conseguiu repetir neste ano o desempenho que o time exibiu em 2024 e, antes do clássico com o Fluminense, somava apenas uma vitória na competição. Esse resultado, somado ao evidente domínio alvinegro sobre a equipe treinada por Renato Gaúcho, até então invicto no comando do rival, faz com que o português ganhe pontos com John Textor para a continuidade de seu trabalho.
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Cariri Ativo
29.04.2025


