Luta clandestina realizada em 2023 em Jericoacoara não tinha supervisão e equipamentos de proteção, de acordo com o Ministério Público do Ceará.
Os três homens vão responder pelo crime de homicídio culposo, de acordo com o MPCE. Segundo a promotora de Justiça Laura Uchôa, houve negligência durante a organização do evento.
A peça acusatória indica que Pedro Henrique Rodrigues do Nascimento e Natanael William de Queiroz Sousa, dupla responsável pela luta, não seguiu os critérios do Conselho Nacional do Boxe (CNB) e outras entidades oficiais. Para o MPCE, foi "criando um risco fatal para os esportistas".
Entre as irregularidades da luta clandestina estavam:
- Ausência de supervisão qualificada (árbitro sem registro), falta de equipamentos de proteção (protetores bucais, de cabeça e de ringue),
- Uso de força excessiva (não havia distinção de categoria entre os lutadores)
- Ausência de exames médicos obrigatórios para os participantes.
Omissão
Márcio Marcelo Santos, que à época da luta era secretário municipal de Esportes de Jijoca de Jericoacoara, foi denunciado por omissão, pois ele teria autorizado o evento sem garantia do cumprimento das normas.
"De acordo com a Promotoria de Justiça, o então gestor agiu de forma negligente ao chancelar o evento como vinculado à prefeitura. A materialidade dos crimes foi comprovada com base em vídeos do evento publicados nas redes sociais, depoimentos, laudos periciais e regras técnicas internacionais", indicou o órgão ministerial.
João Victor chegou a ser internado na Santa Casa de Misericórdia de Sobral, mas não resistiu. À época, o caso foi investigado pela Delegacia Municipal de Jijoca de Jericoacoara.
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Cariri Ativo
16.04.2025


