Investigações apontaram que antigo CEO era principal responsável pelo esquema.
Entre eles estão o antigo CEO Miguel Gutierrez, Ana Saicali, responsável pela B2W e que cuidava da área digital da companhia, Thimoteo Barros e Marcio Cruz, ambos vice-presidentes, e os ex-diretores Carlos Padilha, João Guerra, Murilo Corrêa, Maria Christina Nascimento, Fabien Picavet e Raoni Fabiano.
“Enquanto comandava as Lojas Americanas, Gutierrez estava ciente de todas fraudes praticadas, inclusive sugerindo ele mesmo alterações nos balanços que seriam anunciados”, cita o colunista, que atribui as informações à denúncia feita pelo MPF.
Para o órgão, Gutierrez agiu “por livre vontade e consciência, por 28 vezes, em continuidade delitiva, executou manobras fraudulentas”, e que ele “planejou, ordenou e executou” as fraudes dentro do grupo. O ex-executivo se mudou para a Espanha meses depois das revelações, chegou a ser preso e posteriormente solto.
Novo delator
O caso também ganhou novos contornos, segundo Lauro Jardim. Em um relatório formulado pela Polícia Federal, que investiga os crimes relacionados à empresa, um novo delator foi identificado.
Até então, se sabia que os ex-diretores Flávia Carneiro e Marcelo Nunes fizeram colaborações premiadas, agora, Fabio Abrate, ex-diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Americanas, também delatou, segundo o colunista.
No documento, aparecem mais detalhes sobre as fraudes cometidas pelo então CEO da companhia, Miguel Gutierrez e Anna Saicali (ex-CEO da B2W, empresa que cuidava da área digital), além de Thimoteo Barros, Marcio Cruz (ambos vice-presidentes) e outros ex-executivos da empresa.
Segundo Abrate, o esquema comandado por Gutierrez e Saicali resultou em desvios na ordem de R$25 bilhões, e confirmou a existência do esquema. Em depoimento realizado em 2023 à CPI das Americanas, o ex-diretor negou ter participado de esquemas.
Como funcionava o esquema de fraude na Americanas?
Chamadas pela empresa de "inconsistências contábeis", as operações fraudulentas foram detalhadas em comunicado ao mercado financeiro - o chamado fato relevante - após atuação da Polícia Federal na investigação.
Essas inconsistências, segundo a nova diretoria que assumiu após o caso vir a tona, relataram que a empresa fazia uso de contratos de propaganda e financiamentos a fornecedores fictícios ou maquiados para tentar maquiar seus números, uma fraude que resultou num prejuízo no valor de mais de R$ 20 bilhões.
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Cariri Ativo
01.04.2025