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Com estiagem e maior risco de incêndios florestais, ICMBio orienta sobre cuidados para proteger biodiversidade do Cariri

Com estiagem e maior risco de incêndios florestais, ICMBio orienta sobre cuidados para proteger biodiversidade do Cariri

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Foto: Divulgação
Somente no Crato, no mês de agosto, foram identificadas sete queimadas em diferentes localidades, de acordo com informações da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mudança do Clima (Semma).

Bruna Santos

Com a chegada da estiagem no Ceará, período caracterizado pela falta prolongada de chuvas, aumenta-se o risco de incêndios florestais. No Cariri, uma das maiores preocupações é a proteção da biodiversidade da região, que costuma ser afetada por queimadas, sejam elas “naturais”  – como consequência das mudanças climáticas causadas pelo aumento do desmatamento e outros crimes ambientais no território –  ou ilegais.

Durante o período, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) tem atuado junto com as prefeituras municipais no trabalho de conscientização sobre os cuidados a serem adotados. 

O ICMBio orienta a população a não utilizar o fogo para limpeza de terrenos, manejo de pastagens ou queima de resíduos, pois uma pequena chama pode se alastrar rapidamente e causar grandes prejuízos. Também é fundamental que as pessoas não façam fogueiras, não acendam fogo em áreas de mata e, ao perceberem fumaça ou focos de incêndio, acionem imediatamente o Corpo de Bombeiros ou a brigada de incêndio”, orienta Carlos Augusto, chefe do ICMBio no Cariri.

Somente no Crato, no mês de agosto, foram identificadas sete queimadas em diferentes localidades, de acordo com informações da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mudança do Clima (Semma).  “É importante lembrar que a maioria dos focos de incêndio tem origem em ações humanas, muitas vezes por descuido: queimar lixo, fazer uso da broca para limpar roças, jogar bitucas de cigarro na estrada ou fazer fogueiras sem o devido cuidado”, comentou a pasta em entrevista ao Portal Miséria.

É indicado que, nos casos em que o uso do fogo seja indispensável, busque-se orientação e autorização prévia junto às secretarias de meio ambiente dos municípios, garantindo que a prática ocorra de forma legal e segura. 

Entre as ações de combate às queimadas, estão o trabalho conjunto de órgãos fiscalizadores e de proteção na comunicação rápida entre órgãos de emergência e comunidades do entorno das Unidades de Conservação. “Essa articulação tem o objetivo de reduzir o número de ocorrências e os danos ambientais, garantindo a proteção da biodiversidade e da população local”, destaca Carlos.

Destaca–se que o uso do fogo de forma irregular é considerado crime ambiental, previsto na Lei Federal nº 9.605/1998. Em caso de queimadas ou incêndios, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros, por meio do número 193.

miseria.com.br

Cariri Ativo

29.08.2025