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MP da Paraíba denuncia Hytalo Santos e marido por tráfico de pessoas

MP da Paraíba denuncia Hytalo Santos e marido por tráfico de pessoas

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Hytalo Santos e marido foram alvo de denúncia do MPPB por três crimes nesta segunda-feira, 15 / Crédito: Reprodução/Instagram
A denúncia foi oferecida nesta segunda-feira, 15, incluindo mais dois crimes contra o casal. O influencer e o companheiro seguem em presídio de João Pessoa.

 Autor Penélope Menezes

O influenciador Hytalo Santos e o marido, Israel Vicente, foram alvo de denúncia criminal oferecida nesta segunda-feira, 15, pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB). Os dois são acusados por três crimes: tráfico de pessoas; produção de material pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes; e favorecimento da prostituição ou exploração sexual de vulnerável.

O casal, detido na Grande São Paulo no último dia 15 de agosto, foi transferido e permanece em presídio na cidade de João Pessoa, na Paraíba. A repercussão das acusações contra Hytalo e Israel foi impulsionada após vídeo do youtuber Felca, intitulado “adultização”.

A ação do MP, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), faz parte de investigação ao lado da Polícia Civil da Paraíba, do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A defesa de Hytalo e Israel ainda não compartilhou posicionamento sobre a denúncia do MPPB.

MP da Paraíba denuncia Hytalo Santos e marido por três crimes

A denúncia, apresentada à 2ª Vara Mista de Bayeux, revelou um método voltado à exploração sexual de crianças e adolescentes. O informe ainda apontou o uso de “artifício de fraude, promessas de fama e vantagens materiais para atrair vítimas em situação de vulnerabilidade”.

As investigações do Gaeco/MPPB indicaram que os acusados “buscavam alterar a aparência física das vítimas”, incluindo procedimentos estéticos e tatuagens de caráter sexualizado. O casal também exercia um controle rígido sobre as rotinas e meios de comunicação.

Além da condenação, o MPPB requereu a fixação de indenização por danos morais coletivos, na quantia de R$ 10 milhões.

A acusação considerou a “geração e divulgação de conteúdos de cunho sexual em redes sociais, com a finalidade de monetização e aumento de engajamento digital”, e a exposição de adolescentes a “ambientes e papéis destinados à exploração sexual”.

opovo.com.br

Cariri Ativo

16.09.2025