Cotado em duas pastas, Camilo prefere MEC, mas pode mudar de ministério e não se desincompatibilizar - Cariri Ativo - A Notícia Com Credibilidade e Imparcialidade
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Cotado em duas pastas, Camilo prefere MEC, mas pode mudar de ministério e não se desincompatibilizar

Cotado em duas pastas, Camilo prefere MEC, mas pode mudar de ministério e não se desincompatibilizar

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Camilo Santana (PT), ministro da Educação / Crédito: FCO FONTENELE/ O POVO
O ex-governador vem sendo ventilado no entorno do presidente Lula para ser remanejado de ministério. Ele é cogitado em duas pastas, mas sinaliza que quer seguir na Educação. É esperado ainda que ele deixe o governo para ficar como opção eleitoral, mas planos podem ser revisto.

Autor Guilherme Gonsalves

A saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública mexe com o núcleo central do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com a possibilidade de desmembramento da pasta em duas, com Justiça e Segurança Pública separadas, e as movimentações em torno da escolha do novo ministro. Entre os cotados, está o cearense Camilo Santana (PT).

Senador licenciado em meio de mandato e titular do Ministério da Educação (MEC), o cearense tem ganhado força no entorno do Palácio do Planalto e do presidente Lula.

O líder do governo na Câmara dos Deputados e conterrâneo de Camilo, José Guimarães (PT), reuniu-se com a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, para oferecer e defender o nome do ex-governador do Ceará, como noticiou João Paulo Biage, correspondente do O POVO em Brasília.

A indicação foi bem aceita por Gleisi. Ele é visto como opção mais política, com bom trânsito entre deputados e senadores e capaz de dialogar com o Congresso Nacional para aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Nas iniciativas do MEC ao longo do mandato, ele conseguiu conduzir as tratativas sem desgaste — embora fossem temas com menos polêmica.

É bem visto ainda como perfil combativo para o delicado tema e talhado para o debate perante a opinião pública. Quando governador, Santana enfrentou um motim da Polícia Militar sem anistia. Foi duro também durante onde de ataques de facções criminosas.

Além disso, o ministro da Educação é visto internamente como possível sucessor de Lula. Estando na Justiça, ele estaria em um lugar de destaque do debate político de 2026 e ganharia mais visibilidade. Camilo vem ganhando força entre integrantes do governo e auxiliares diretos do presidente, como noticiou a Folha de S.Paulo.

O ex-governador também seria ventilado na Casa Civil substituindo Rui Costa (PT), que concorrerá a senador na Bahia, de acordo com o blog de Isabel Mega, da CNN Brasil. Camilo está de sobreaviso para se desincompatibilizar do MEC até abril para poder vir a disputar novamente o Governo do Ceará contra Ciro Gomes (PSDB).

Outro cotado para o Ministério da Justiça é o advogado Wellington César Lima e Silva, ligado ao PT da Bahia e comandante do departamento jurídico da Petrobras, indicado por Lula.

Camilo manifesta desejo de continuar no MEC

Na quinta-feira passada, 8, antes das especulações crescerem, Camilo Santana manifestou a vontade de continuar a frente do Ministério da Educação quando questionado pela imprensa sobre uma troca de pasta no governo.

"Só estou sabendo pelos jornalistas. Quero continuar ajudando na Educação. O cargo (de ministro) é dele (Lula). Estou lá (no MEC) para cumprir uma missão", respondeu.

O POVO entrou em contato com aliados e pessoas próximas ao ministro. Eles trataram o movimento para o Ministério da Justiça como "especulação" e "burburinho", incluindo o próprio deputado José Guimarães.

"Acho que é só conversa pra gerar burburinho. Não avançará", respondeu uma fonte.

“Tudo é especulação. (Dia 8) Ontem estivemos com Lula, ele não falou nada. Evidente que o Camilo está pronto para qualquer missão, mas é especulação, não tem nada, nem teve convite, nem nada não”, garante o deputado Guimarães à coluna Vertical, do O POVO.

Mesmo com o tom de negativa sobre a movimentação, um interlocutor próximo ao ministro destacou a visão de Brasília que se tem de Camilo como um "executivo", "trabalhador" e "resolvedor de problema", por isso vindo a ser cotado para comandar o Ministério da Justiça, porém, também tratou como "especulação pura".

Possíveis impactos no Ceará 

Camilo Santana aceitaria o desafio em caso de convocação de Lula. A decisão pode ter impacto direto no Ceará, uma vez que o ministro poderia ser uma alternativa do PT para tentar novamente ser governador caso tenha mais viabilidade.

O chefe do MEC e petistas cearense endossam a reeleição de Elmano de Freitas (PT), que deve disputar contra Ciro Gomes, antigo aliado e agora adversário ferrenho. O PT Nacional olha com atenção para o movimento.

Caso Camilo vá para o Ministério da Justiça, não se desincompatibilizaria em abril, ficando até o fim do ano no Governo Lula, e por sua vez, fora da disputa eleitoral deste ano, seja como candidato ou menos presente em campanha devido as demandas ministeriais.

opovo.com.br

caririativo.blogspot.com

12.01.2026