Os entorpecentes foram tirados de circulação em ações realizadas pelas polícias Civil, Militar e Rodoviária Estadual.
Do total, cerca de seis toneladas eram de maconha e demais derivados da Cannabis. A cada vez que drogas foram retiradas de circulação no Estado, as polícias Civil e Militar destacaram o enfrentamento e os prejuízos ao crime organizado, que permanece tendo o tráfico de drogas como principal renda.
Comparado a 2024, o quantitativo de drogas apreendidas caiu em torno de 20% no ano passado. A SSPDS destaca que "ao longo de 2025, operações conjuntas resultaram em apreensões expressivas e prisões em diversas regiões do estado" e que no último mês de novembro "a PCCE, por meio da Delegacia de Narcóticos (Denarc) e do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), realizou a última incineração de drogas do ano".
De acordo com as estatísticas da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), os meses de julho, setembro e dezembro foram os que concentraram mais apreensões.
'BUNKER DO CRIME'
Uma das maiores e mais recentes apreensões foi a de quase uma tonelada de drogas escondidas em um 'bunker do crime', na cidade de Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza. No início do último mês de dezembro, policiais civis desarticularam um esquema de tráfico de drogas que funcionava na Praia do Iguape.
Dois suspeitos da facção criminosa carioca Terceiro Comando Puro (TCP) foram presos e um 'bunker do crime' localizado no subterrâneo de uma casa de praia.
O Diário do Nordeste noticiou detalhes de onde o entorpecente estava escondido: embaixo do piso de um dos compartimentos do imóvel, junto a armas de grosso calibre, incluindo uma submetralhadora, munições de fuzil e coletes balísticos que suportam tiros de fuzil.
A estrutura do 'bunker subterrâneo' impressionou os investigadores: "a gente nunca tinha visto isso de perto. Grande complexidade de estrutura”, disse o delegado Raphael Vilarinho, titular da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), especializada responsável pela operação.
Aproximadamente 48 horas antes, as polícias já tinham conseguido retirar de circulação mais outras duas toneladas de maconha. As apreensões que ocorreram em Cascavel em Pindoretama resultaram em um prejuízo de aproximadamente R$ 10 milhões aos criminosos.
EXPORTAÇÃO DE DROGAS
No último mês de setembro, o Diário do Nordeste noticiou que, segundo um relatório da Polícia Civil do Ceará (PCCE), a facção carioca Comando Vermelho (CV) pretende controlar as áreas dos dois portos cearenses, para exportar drogas para os Estados Unidos e para a Europa.
Segundo o documento da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), o CV "já domina a região do Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante/CE, e agora quer dominar a área em que está inserido o Porto do Mucuripe, no grande Vicente Pinzón, em Fortaleza/CE".
Outra facção instalada no Ceará e que se vale do tráfico internacional de drogas por meios marítimos é o Primeiro Comando da Capital (PCC). Há informações que apontam que o grupo paulista se aliou a uma máfia sérvia e embarcações carregadas de drogas teriam saído dos portos cearenses com destino à África e, de lá, para a Europa.
A Secretaria pontua que para fortalecer as ações ostensivas e investigativas, estão em andamento mais de duas mil vagas em seis concursos públicos destinados às Forças de Segurança do Ceará e que "a população é uma aliada essencial no combate à criminalidade".
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Cariri Ativo
02.01.2025


