O Janeiro Roxo, mês dedicado à conscientização sobre a hanseníase, reforça um alerta essencial: quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de evitar sequelas permanentes. Apesar de ainda ser cercada por estigma, a hanseníase é uma condição tratável, sendo que o diagnóstico precoce é o principal aliado para impedir danos neurológicos.
A dermatologista Beatriz Barcelos, médica do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES), explica que os primeiros sinais costumam aparecer na pele, mas vão além da aparência das manchas. “As lesões podem ser brancas ou avermelhadas, às vezes com leve descamação, e o ponto-chave é a perda de sensibilidade ao tato, dor e temperatura. O paciente muitas vezes não percebe que está deixando de sentir”, afirma. Segundo ela, a região também pode apresentar diminuição de pelos e suor.
Mais do que observar a mancha, é preciso perceber o que ela provoca. A dermatologista reforça que a hanseníase se diferencia de outras doenças dermatológicas justamente pela alteração neurológica na área afetada. “O aspecto da mancha sozinho não é suficiente. O que acende o alerta é quando há anestesia, espessamento ou dor em nervos periféricos próximos”, pontua.
Os primeiros sinais costumam surgir nas partes mais frias do corpo, como o dorso das mãos, antebraços, pernas, pés, orelhas e face, especialmente na região das sobrancelhas. Mas nem sempre os sintomas estão visíveis, uma vez que alterações internas podem passar despercebidas. Entre elas, a dermatologista destaca formigamento, dormência, “choquinhos”, fraqueza nas mãos, dificuldade em segurar objetos, olhos secos e até dificuldade de fechar as pálpebras.
Transmissão e como se prevenir
Diante desses sinais, o caminho é procurar atendimento. “Manchas que persistem por mais de duas a quatro semanas com perda de sensibilidade, dormência, nervos doloridos ou ulcerações que não cicatrizam merecem avaliação”, orienta. Histórico de contato com alguém diagnosticado também deve motivar a consulta. Importante salientar que a transmissão acontece por vias respiratórias, através de gotículas eliminadas pela fala, tosse ou espirro. Portanto, condições básicas de higiene ajudam a prevenir a doença.
Não há uma vacina específica contra a hanseníase, no entanto, a BCG, que previne tuberculose, também ajuda a reduzir o risco de formas graves da doença. Hábitos saudáveis e alimentação adequada também são medidas preventivas, pois contribuem para aumentar a imunidade.
Diagnóstico precoce: o que está em jogo
Identificar a hanseníase cedo é decisivo, já que o tratamento interrompe a evolução da infecção. Ele é feito por meio da poliquimioterapia (PQT), um conjunto de antibióticos específicos que eliminam o bacilo causador da doença e interrompem sua transmissão, impedindo o avanço do dano neurológico que, se instalado, pode ser irreversível. “Quanto mais cedo começamos o tratamento, menor o risco de sequelas permanentes”, destaca a médica.
Entre as possíveis complicações evitadas estão deformidades nas mãos, úlceras crônicas nos pés, atrofia muscular, cegueira por lesões oculares e perda de sobrancelhas. Além das limitações físicas, o impacto social e emocional também pode ser significativo.
Sobre o Hospital Evangélico de Sorocaba
O Hospital Evangélico de Sorocaba, que, em 2025, completa 90 anos de tradição e credibilidade, conta com um Pronto Atendimento Adulto ágil. Possui ambulatório médico em diversas especialidades, incluindo um exclusivo de arritmia com especialistas dedicados, além de centros cirúrgicos e Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Com o Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS), o Hospital Evangélico compõe o hub de serviços em saúde da Hospital Care para Sorocaba e região.
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07.01.2026


