Documento foi concluído após a exumação do animal.
Conforme o laudo, foi descartada qualquer fratura no esqueleto do animal, mas que a conclusão "não deve ser interpretada como ausência de trauma cranioencefálico ou mesmo em outras partes do corpo". O documento foi acessado pelo repórter Jean Raupp, da NSC TV.
Segundo a publicação, o laudo tem 19 páginas e é parte de uma série de novos pedidos de informações à Polícia Civil feitos pelo Ministério Público de Santa Catarina.
Um dos desafios para a conclusão do laudo é que, quando o animal foi exumado, já estava em fase de esqueletização, comprometendo a análise de tecidos moles.
O laudo apontou as seguintes conclusões:
- Houve a morte do cão;
- A análise do corpo de Orelha não permitiu afirmar qual foi a causa da morte;
- Não foram constatadas quaisquer fraturas nos ossos do animal;
- A ausência de fraturas não implica ausência de ação contundente contra a cabeça do cão — como apontou a Polícia Civil, que disse que a morte de Orelha teria sido causada por um golpe na cabeça com objeto contundente e sem ponta.
- Não foi constatada agressão com um prego na cabeça do animal, como apontaram rumores nas redes sociais;
- Constatou-se na região maxilar esquerda do crânio uma área de porosidade óssea não observada no lado oposto, compatível com osteomielite (infecção óssea). A forma como a porosidade foi observada revela um processo crônico, "não havendo qualquer relação com a ação traumática a qual o animal foi submetido".
- Na coluna vertebral, foi observada presença abundante de osteófitos (resposta do corpo ao processo de sobrecarga e desgaste), compatíveis com espondilose deformante — uma doença degenerativa crônica comum em animais idosos, sem relação com o possível trauma recente.
Ainda conforme o documento, analisado a partir dos restos mortais de Orelha, "todos os ossos do animal foram minuciosamente examinados visualmente, não tendo sido constatada qualquer fratura ou lesão que pudesse ter sido causada por ação humana, nem mesmo em crânio, em região esquerda, na qual já foi discutido no laudo anteriormente apresentado".
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) segue com as investigações e a análise do material para decretar se aceita o pedido de internação do adolescente acusado das agressões ou se arquiva o caso.
Morte de Orelha
O cachorro comunitário conhecido como Orelha foi morto em Praia Brava, no norte da capital Florianópolis, no dia 26 de janeiro deste ano. O cão tinha cerca de 10 anos e era um dos três cachorros mantidos como mascotes pela comunidade da área, que alimentava e cuidava dos animais.
A morte do cachorro é apurada pelas autoridades como maus-tratos e mobilizou internautas, moradores da região, organizações de proteção animal e celebridades.
O caso segue em segredo de Justiça, já que envolve indiretamente adolescentes em procedimentos conexos.
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27.02.2026


