Mais de três milhões de animais estariam sob risco de abate.
Conforme organizações de defesa animal, mais de três milhões de cães que vivem nas áreas urbanas e turísticas do local estariam sob risco de abate.
Dados da International Animal Welfare and Protection Coalition (IAWPC) apontam que cerca de 300 mil animais já são mortos anualmente no país por diferentes métodos, antes mesmo de ter sido confirmada a Copa do Mundo.
O anúncio oficial do evento ocorreu em 2023 e, desde então, o número de mortes de animais teria aumentado drasticamente. A organização diz ter apurado imagens e documentos que comprovam as execuções sistemáticas em diversas cidades marroquinas. As informações são do jornal O Globo.
Denúncias
A entidade informou ainda que os métodos utilizados para abate dos cães incluem envenenamento com estricnina e disparos de arma de fogo. Uma investigação feita pelo The Athletic apontou um suposto centro de abate nos arredores de Marrakech. Moradores e turistas teriam sido testemunhas das ações criminosas.
A embaixada de Marrocos em Londres se pronunciou negando qualquer plano de extermínio em massa dos animais, alegando que o país "mantém compromisso com políticas de gestão animal humanas e sustentáveis".
Um porta-voz declarou ser “totalmente falso” a suposta "limpeza" de cães nas ruas do país como um preparativo para a Copa.
A Fifa disse acompanhar o caso e manter contato com autoridades marroquinas e com a própria IAWPC para "garantir que compromissos relacionados ao bem-estar animal sejam cumpridos".
Conforme a federação, Marrocos anunciou, durante o processo de candidatura para sediar o evento, programas de captura, esterilização, vacinação e soltura de animais iniciados em 2019.
Entidades de proteção animal, no entanto, continuam denunciando mortes de cachorros e cobrando a adoção de políticas para o controle populacional baseadas em esterilização e vacinação em larga escala.
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20.02.2026


