Mitos e verdades sobre a epilepsia: o que ainda precisa ser esclarecido - Cariri Ativo - A Notícia Com Credibilidade e Imparcialidade
Anúncio

Mitos e verdades sobre a epilepsia: o que ainda precisa ser esclarecido

Mitos e verdades sobre a epilepsia: o que ainda precisa ser esclarecido

Compartilhar isso

 

Foto: Divulgação

Condição neurológica afeta até 2% dos brasileiros, pode se manifestar de diferentes formas e, na maioria dos casos, permite uma vida normal com diagnóstico e tratamento adequados.

A epilepsia ainda carrega desinformação e estigmas, muitos deles sustentados por mitos que resistem ao tempo. Embora seja uma das condições neurológicas crônicas mais comuns no mundo, o tema costuma ganhar espaço na mídia apenas quando associado a situações extremas, o que contribui para uma visão distorcida da realidade vivida por cerca de 2 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde.

De acordo com o neurocirurgião Otávio Turolo, médico do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES), a dimensão da epilepsia costuma surpreender até quem acredita conhecer o assunto. “É uma das condições neurológicas mais comuns no mundo. Estima-se que entre 1% e 2% da população brasileira tenha a condição”, afirma.

Nem sempre hereditária e quase nunca como se imagina

Um dos equívocos mais frequentes é associar a epilepsia exclusivamente à herança genética. Segundo o especialista, essa é apenas uma parte do cenário. “Embora exista uma predisposição genética em alguns casos, a maioria das epilepsias é ‘adquirida’”, explica. Traumas cranianos, AVCs, infecções como meningite, tumores ou malformações congênitas estão entre as causas possíveis.

Outro mito bastante enraizado é a ideia de que toda crise epiléptica envolve convulsões intensas e perda de consciência. “Este é o maior mito. A crise convulsiva é apenas um tipo”, ressalta Turolo. Ele explica que há crises muito mais sutis, que podem se manifestar como breves “desligamentos”, movimentos repetitivos involuntários, formigamentos ou até percepções sensoriais incomuns, como sentir cheiros inexistentes ou a sensação de déjà vu. “Nem toda crise epiléptica é uma convulsão”, reforça.

Imprevisível, mas nem sempre sem sinais

As crises, na maioria dos casos, surgem sem aviso. Ainda assim, alguns pacientes conseguem reconhecer gatilhos específicos. Privação de sono, estresse extremo, consumo de álcool e, em situações mais raras, estímulos luminosos intensos — como na epilepsia fotossensível — podem favorecer o aparecimento das crises.

O diagnóstico, segundo o médico, começa muito antes dos exames. “O diagnóstico é prioritariamente por avaliação médica, baseado no relato detalhado do paciente e de testemunhas”, explica. Ferramentas como o eletroencefalograma (EEG), que analisa a atividade elétrica do cérebro, e a ressonância magnética, que identifica alterações estruturais, ajudam a localizar e caracterizar o tipo de epilepsia.

Tratamento eficaz e vida normal

Apesar do impacto emocional que o diagnóstico costuma causar, a evolução do tratamento permite um cenário bastante positivo. “Para cerca de 70% dos pacientes, o tratamento medicamentoso é extremamente eficaz e permite uma vida completamente normal e livre de crises”, afirma Turolo. Nos casos em que os medicamentos não são suficientes — cerca de 30% dos pacientes — outras estratégias podem ser consideradas, como a cirurgia de epilepsia.

O que fazer diante de uma crise

Saber como agir ao presenciar uma crise epiléptica pode evitar complicações e até salvar vidas. A orientação do especialista é clara: “O mais importante é manter a calma e proteger o paciente”. Isso inclui apoiar a cabeça com algo macio, virar a pessoa de lado para evitar engasgos, afastar objetos que possam causar ferimentos e observar a duração da crise. “Nunca coloque as mãos ou objetos dentro da boca da pessoa; ela não vai ‘enrolar a língua’ e você pode se ferir ou machucá-la”, alerta.

Embora a maioria das crises cesse espontaneamente em um ou dois minutos, existem situações que exigem atendimento médico imediato. Crises com duração superior a cinco minutos, episódios repetidos sem recuperação da consciência, gestantes, pessoas diabéticas, ferimentos graves ou a primeira crise da vida são sinais de alerta para acionar o SAMU.

Sobre o Hospital Evangélico de Sorocaba


O Hospital Evangélico de Sorocaba, que, em 2025, completa 90 anos de tradição e credibilidade, conta com um Pronto Atendimento Adulto ágil. Possui ambulatório médico em diversas especialidades, incluindo um exclusivo de arritmia com especialistas dedicados, além de centros cirúrgicos e Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Com o Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS), o Hospital Evangélico compõe o hub de serviços em saúde da Hospital Care para Sorocaba e região.


Contatos para a imprensa

OS2 Comunicação

Jornalista responsável: Thaís da Silveira

Contato: Juliana Moreno

(15) 99778-5528


caririativo.blogspot.com


24.02.2026