Estado não confirma infecção desde 2022. Autoridade de saúde mantém vigilância.
Atualmente, o Brasil está em alerta para a virose, que causa surtos em outros países das Américas. Diante do cenário epidemiológico no continente, a Sesa frisa que mantém uma vigilância ativa e permanente em relação à virose, realizando o monitoramento de casos suspeitos em todo o território, em conformidade com as orientações do Ministério da Saúde.
O Diário do Nordeste solicitou informações sobre o perfil do caso investigado no Ceará, mas não houve retorno até a publicação deste texto.
Como estratégia de prevenção, o Estado detalha que reforça as ações de imunização, com destaque para a vacina tríplice viral, além da capacitação contínua de profissionais de saúde, busca retrospectiva de casos e orientação à população sobre a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada, principal forma de proteção contra o sarampo.
Caso confirmado no País
O panorama cearense difere do restante do País, que já registrou a primeira infecção por sarampo deste ano. Uma bebê de seis meses, residente na cidade de São Paulo, contraiu a doença, no início deste mês, após viajar à Bolívia, onde há surto da condição. Pela idade, a paciente não se encaixa nos requisitos para receber a vacina contra o sarampo, voltada para crianças de 12 meses a adultos de 59 anos.
Em 2025, 38 casos de sarampo foram confirmados em território brasileiro. Apesar disso, o Brasil segue como uma área livre da doença, certificado reconquistado em 2024, já que não há transmissão sustentada da condição.
Vacina é a principal prevenção da doença
Ao Diário do Nordeste, a coordenadora de Imunização da Sesa, Ana Karine Borges, destaca que a principal forma de prevenção da doença é a imunização.
"A vacina faz parte da rotina do calendário de vacinação das crianças. O esquema é composto por duas doses. E mesmo quem não tomou a vacina na infância ainda pode ser imunizado até os 59 anos. Pessoas que não encontraram o seu cartão de vacina, ainda assim, podem procurar uma sala de vacinação, em qualquer unidade básica de saúde, para atualizar sua situação vacinal”, explica.
Pessoas de até 29 anos precisam comprovar duas doses de vacina, e de 30 a 59 anos somente uma. Se já tiver esse cartão de vacina, não precisa tomar novamente, porque é uma imunização que vale para toda a vida.”
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil em todo o mundo, conforme o Ministério da Saúde. Apesar dos avanços significativos no controle e prevenção por meio da vacinação, a virose ainda representa um desafio para a saúde pública, especialmente em regiões com baixas taxas de imunização.
Em 2025, o Ceará alcançou 92% da cobertura vacinal da primeira dose do imunizante e 80% na segunda, enquanto o Brasil registrou 92% e 78% no mesmo período.
Ceará teve 11 casos confirmados desde 2020
Em seis anos, o Estado registrou somente 11 casos confirmados da doença, segundo dados da secretaria, sendo a maioria em 2020, quando houve sete pacientes com o vírus. No período, não foram registrados óbitos por sarampo no estado.
Quanto ao perfil epidemiológico dos infectados, a maior parte era de crianças de 1 a 4 anos, com predominância do sexo masculino.
A última vez que o Ceará registrou um surto de casos aconteceu há mais de uma década, conforme relembra Ana Karine.
“Enfrentamos uma epidemia de sarampo no período de 2013 a 2015, com mais de mil casos confirmados. Na época, mais do que nunca, vimos a importância da vacinação, que é essencial para controlar ou evitar surtos da doença, porque o sarampo é uma doença altamente transmissível e aquelas pessoas suscetíveis que não têm a vacinação em dia são mais vulneráveis para o adoecimento”, detalha.
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24.03.2026


