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Operação da PF contra fraudes bancárias mira CEO do Grupo Fictor, que iria comprar Master de Vorcaro

Operação da PF contra fraudes bancárias mira CEO do Grupo Fictor, que iria comprar Master de Vorcaro

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Legenda: Rafael de Góis é um dos alvos da operação "Fallax" da Polícia Federal.
Foto: Reprodução/LinkedIn | Divulgação/PF.

Objetivo da “Fallax” é desarticular organização criminosa especializada em fraudes contra a Caixa Econômica Federal.


Escrito por
Redaçãoproducaodiario@svm.com.br


A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (25), uma operação para desarticular organização criminosa especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, além de estelionato e de lavagem de dinheiro. Entre os alvos da ação está Rafael de Gois, sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor.

A PF divulgou apenas que a “Operação Fallax” cumpriu 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal paulista, em cidades dos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e da Bahia.

Contudo, uma apuração do g1 revelou que Rafael e o ex-sócio do Grupo Fictor, Luiz Rubini, estão entre os alvos da operação. A Justiça também determinou a quebra de sigilo bancário de Rubini. 

Em 17 de novembro de 2025, o Fictor chegou a anunciar a compra do Banco Master, de Daniel Vorcaro. O negócio envolvia investidores árabes e um aporte de R$ 3 bilhões, sendo divulgado poucas horas antes de o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da instituição financeira. 

Diante do procedimento, o Fictor enfrentou um pedido de recuperação judicial de empresas do grupo, registrando uma crise de reputação e resgates de cerca de R$ 2 bilhões por parte dos investidores. Com isso, a tentativa de compra do Master não avançou. 

OPERAÇÃO FALLAX

Segundo a Polícia Federal, as fraudes podem alcançar valores superiores a R$ 500 milhões. A apuração policial indica que a organização criminosa utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos.

esquema criminoso seria viabilizado por funcionários de instituições financeiras, que inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de luxo e em criptoativos, com o intuito de dificultar o rastreamento.

Além das prisões preventivas e dos mandados de busca e apreensão, foram autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas.

Ainda segundo a PF, os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional, cujas penas podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

diariodonordeste.verdesmares.com.br

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26.03.2026