Autor Gabriele Félix
Assim como na solenidade do Natal, a saudação pascal foi pronunciada pelo papa em dez idiomas: italiano, francês, inglês, alemão, espanhol, português, polonês, árabe, chinês e latim.
O pontífice destacou que "a Páscoa é uma vitória: da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas, do amor sobre o ódio", conquista a um preço muito alto, segundo Leão XIV.
"Cristo, o Filho do Deus vivo, teve de morrer, e morrer numa cruz, depois de ter sofrido uma condenação injusta, de ter sido ridicularizado e torturado, e de ter derramado todo o seu sangue. Como verdadeiro Cordeiro imolado, tomou sobre si o pecado do mundo e assim nos libertou a todos do domínio do mal, e conosco também a criação", ressaltou.
A celebração também foi marcada pela concessão de indulgência plenária a todos os fiéis presentes e aos que receberem a bênção, anunciada pelo cardeal protodiácono Dominique Mamberti.
O papa Leão XIV também convidou os fiéis a se unirem à vigília de oração pela paz, a ser celebrada na Basílica de São Pedro, no próximo sábado, 11 de abril.
Papa pede que líderes mundiais escolham a paz e afirma que "há uma globalização da indiferença cada vez mais acentuada"
“Quem tem armas nas mãos, que as deponha. Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz. Não uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo. Não com a vontade de dominar o outro, mas de o encontrar”, clamou o papa Leão XIV, durante a leitura de sua Mensagem de Páscoa.
Durante a celebração, o papa afirmou que a verdadeira força que traz paz à humanidade é a rejeição pela violência, capaz de gerar relações respeitosas entre pessoas, famílias, grupos sociais e nações.
“Não visa o interesse particular, mas o bem comum; não pretende impor os próprios planos, mas contribuir para os conceber e concretizar em conjunto com os outros”, destacou.
Ao afirmar que “há uma globalização da indiferença cada vez mais acentuada no mundo", Leão XIV retomou uma expressão proferida pelo papa Francisco em suas últimas palavras na Praça São Pedro: “quanto desejo de morte vemos todos os dias em tantos conflitos que ocorrem em diferentes partes do mundo”.
Em seu chamado pela paz, o papa afirmou que “não podemos continuar indiferentes. Não podemos resignar-nos ao mal”.
E acrescentou: “A paz que Jesus nos entrega não é aquela que se limita a silenciar as armas, mas aquela que toca e transforma o coração de cada um de nós”.
“A força com que Cristo ressuscitou é completamente não violenta”, afirmou, destacando à semelhança ao coração humano que, “ferido por uma ofensa, rejeita o instinto de vingança e, cheio de piedade, reza por quem o ofendeu".
opovo.com.br
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06.04.2026


