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Medo segue como combustível para a polarização e tende a decidir a eleição nacional

Medo segue como combustível para a polarização e tende a decidir a eleição nacional

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Legenda: Disputa entre petistas e bolsonaristas domina as eleições nacionais desde 2018
Foto: Imagem redada a partir de inteligência artificial

Disputa acirrada se consolida no temor do eleitor tanto de Bolsonaro como de Lula


Escrito por
Inácio Aguiarinacio.aguiar@svm.com.br


A pesquisa Genial/Quaest de maio, divulgada nesta quarta-feira (13), confirma o cenário que a política brasileira vive desde 2018 quando cresceu a polarização entre dois campos no País. O eleitor não vai às urnas movido por esperança. Vai empurrado pelo medo.  

No confronto direto entre os polos, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), o segundo turno aparece empatado tecnicamente: 42% a 41%. Um ponto percentual. Dentro da margem de erro de dois pontos.  

Na simulação de primeiro turno, a diferença é um pouco maior, mas não confortável: Lula com 39%, Flávio com 33%. A distância encolheu dois pontos desde abril. 

As respostas revelam um cenário acirrado, mas a polarização fica evidente no que vem a seguir. 

Régua do terror

Desde maio de 2025, o início da série histórica desta pesquisa, a Quaest pergunta aos eleitores que, dentro do contexto nos dá outros elementos para analisar o quadro político nacional: O que dá mais medo: Lula ou Bolsonaro? 

A resposta, em maio de 2026: 44% temem Bolsonaro. 42% temem Lula. Sete por cento têm medo dos dois. Apenas 3% não têm medo de nenhum. 

Em doze meses de série, os números nunca saíram desse corredor estreito. O pico de medo do bolsonarismo foi 49%, em setembro de 2025. O de Lula chegou a 42% e permanece neste patamar há três meses. Os medos, que movem os eleitores, estão equilibrados. 

O campo que decide

A guerra de rejeições conduz o foco das campanhas competitivas na faixa do eleitorado independente, cada vez mais decisiva. Entre os sem partido fixo, o medo de Bolsonaro chega a 39% e o de Lula a 37%, um empate técnico. Dois pontos separam os dois temores entre quem não tem lado marcado. 

Entretanto, os extremos falam mais alto. Entre lulistas, 90% temem Bolsonaro. Entre bolsonaristas, 93% temem Lula. A polarização persiste e está cristalizada na vida eleitoral, pelo menos no curto prazo. 

A eleição do contra

Faltam 5 meses para a eleição. A pesquisa de maio desenha o contorno de uma disputa que parece ser menos sobre projetos e mais sobre ameaças.  

Quem conseguir convencer o eleitor de que o adversário é mais perigoso do que parece ganha a presidência. 

Dados da pesquisa

A pesquisa Genial/Quaest fez 2.004 entrevistas, entre 8 e 11 de maio. O nível de confiança é de 95%. 

diariodonordeste.verdesmares.com.br

caririativo.blogspot.com

14.05.2026