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Câncer de rim: mitos e verdades sobre uma doença que pode evoluir em silêncio

Câncer de rim: mitos e verdades sobre uma doença que pode evoluir em silêncio

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Foto: Freepik

Especialista do HU-UFS explica sintomas, fatores de risco e avanços no tratamento.

O câncer de rim é uma das doenças urológicas que mais preocupa especialistas por sua característica silenciosa nas fases iniciais. O tema ganha destaque com o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Rim (18/06), reforçando campanhas de conscientização e a importância do diagnóstico precoce.

 

Segundo o especialista em urologia Gustavo Araújo, do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS/ HU Brasil), dados apresentados pelo Ministério da Saúde apontam que o tumor renal representa cerca de 2,2% dos novos casos de neoplasias malignas em adultos no mundo. No Brasil, as estimativas variam entre 6 mil e 10 mil novos casos por ano, com incidência aproximada de 7 a 10 casos por 100 mil habitantes.

 

A doença acomete principalmente pessoas entre 50 e 70 anos e é mais frequente em homens. Em consultório, Dr. Gustavo identifica que "o câncer de rim é conhecido como uma doença silenciosa porque, nas fases iniciais, pode não causar qualquer sintoma. Muitas vezes, o diagnóstico acontece por acaso, durante exames realizados por outros motivos".

 

Mitos e verdades

Entre as principais crenças equivocadas está a ideia de que o câncer de rim sempre apresenta sintomas. Na prática, isso não ocorre. A doença pode evoluir por longos períodos sem sinais evidentes. Quando aparecem, os sintomas podem incluir sangue na urina, dor lombar ou no flanco, perda de peso e fadiga.

 

Outro mito comum é acreditar que a retirada de um rim impede uma vida normal. Segundo o especialista, isso não corresponde à realidade. "O diagnóstico em fases iniciais pode mudar completamente o desfecho do tratamento, permitindo abordagens menos agressivas e com maior preservação do rim."

 

Entre os principais fatores de risco estão tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, histórico familiar, síndromes hereditárias e doença renal crônica. Dentre todos, o tabagismo permanece como um dos fatores mais importantes por ser modificável (mudança de hábito). Pacientes com doença renal crônica, especialmente aqueles em diálise prolongada, também apresentam maior risco e precisam de acompanhamento regular.

 

Hábitos saudáveis ajudam a reduzir o risco, como não fumar, controlar o peso, tratar a hipertensão e manter acompanhamento médico em casos de histórico familiar ou doença renal.

 

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito principalmente por exames de imagem, como ultrassonografia e tomografia computadorizada, que permitem identificar lesões ainda em fases iniciais. O tratamento evoluiu bastante nos últimos anos e pode incluir cirurgia, técnicas minimamente invasivas, terapias-alvo e imunoterapia, dependendo do estágio da doença. "Hoje é possível, em muitos casos, retirar apenas o tumor e preservar parte do rim, mantendo melhor qualidade de vida para o paciente”, afirma o especialista.

 

Papel do HU-UFS na assistência à saúde

Instituições como o Hospital Universitário de Sergipe são fundamentais porque concentram assistência especializada, ampliam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento pelo SUS e oferecem seguimento multiprofissional para casos oncológicos.

 

O HU-UFS passou a atuar como referência em oncologia em Sergipe, com unidade habilitada para assistência integral e sistematizada, incluindo cirurgias oncológicas e quimioterapia. "A integração entre assistência, ensino e pesquisa é decisiva porque melhora a qualidade do cuidado, forma novos profissionais e permite que a prática clínica seja acompanhada por produção científica e inovação. Em um hospital universitário, isso favorece o diagnóstico mais qualificado, decisões terapêuticas mais atualizadas e desenvolvimento regional da oncologia", sumariza Dr. Gustavo.

 

Sobre o HU-UFS

O HU-UFS faz parte da Rede HU Brasil desde 2013. A estatal foi criada por meio da Lei nº 12.550/2011, vinculada ao Ministério da Educação (MEC), e nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil. A estatal é responsável pela administração de 46 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades de assistência, pesquisa e inovação por meio de uma gestão de excelência.


Williany Bezerra - chefe da Unidade de Comunicação do HU-UFS/HU Brasil
(82) 98852-3142 | comunicacao.hu-ufs@hubrasil.gov.br


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23.06.2026