Autor Ana Beatriz Casseb
O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira, 8, a paralisação temporária da vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan.
A medida preventiva foi divulgada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, após o registro de duas mortes suspeitas, três casos graves e 42 eventos adversos mais severos que estão sob investigação.
Durante coletiva de imprensa, Padilha afirmou que os episódios foram identificados entre mais de 500 mil doses aplicadas em todo o País. A cidade de Maranguape, no Ceará, foi uma das três escolhidas para a etapa inicial da vacinação em massa contra a dengue.
Segundo o ministro, apesar de o número de ocorrências ser considerado baixo em relação ao total de vacinados, a suspensão foi adotada por precaução até a conclusão das análises.
De acordo com a pasta, as investigações buscam identificar se existe relação entre os eventos registrados e a aplicação da vacina. Até o momento, não há confirmação de vínculo entre os casos graves, os óbitos investigados e o imunizante.
A vacina do Instituto Butantan integra a estratégia nacional de combate à dengue por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde informou que novas orientações serão divulgadas após a conclusão das investigações.
Vacinação em massa no Maranguape
A suspensão temporária da vacinação ocorre meses após Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, tornar-se um dos primeiros municípios do Brasil a participar da estratégia nacional de imunização com a Butantan-DV.
Escolhida pelo Ministério da Saúde para o projeto piloto da vacina, a cidade cearense tinha a meta de aplicar cerca de 63 mil doses do imunizante em pessoas de 15 a 59 anos, sendo o único município das regiões Norte e Nordeste incluído na iniciativa.
opovo.com.br
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09.06.2026


