Os estacionamentos aparecem como um dos grandes pontos de vulnerabilidade na experiência da população nos estabelecimentos comerciais. Em um cenário onde o país registrou 308.440 roubos e furtos de veículos em 2025 — segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública —, além das constantes tentativas de roubos e furtos, quase metade dos entrevistados em um estudo recente (45,2%) afirmaram se sentir vulneráveis dentro do estacionamento de espaços como shoppings, lojas e restaurantes.
Os dados acabam de ser divulgados pela Verisure, empresa de alarmes monitorados, que, nas últimas semanas, realizou pesquisas de opinião com centenas de respondentes para compreender suas percepções gerais em relação à segurança em pontos comerciais.
O levantamento identificou que o medo de ser vítima tem efeitos diretos no comportamento de compra. Não por acaso, 75% dos brasileiros ouvidos afirmaram já ter desistido de comprar presencialmente pelo menos uma vez devido à insegurança — resultado que mostra como a sensação de risco está presente em diferentes momentos, da chegada ao local à decisão de levar um produto para casa.
Dessa forma, a relação do consumidor com um estabelecimento não se limita ao espaço interno. O estacionamento também integra essa jornada e pode influenciar a forma como o local é percebido, especialmente quando o visitante associa aquele ambiente a uma maior sensação de vulnerabilidade.
Quando essa percepção é negativa, o desconforto pode afetar a forma como a pessoa se relaciona com o local. Isso pode influenciar desde a decisão de permanecer ali até a disposição para realizar uma compra, mostrando que a proteção também pode pesar na jornada de consumo.
Quais estabelecimentos despertam mais a sensação de insegurança?
De forma geral, certas descobertas do estudo da Verisure apenas reforçam o que, para muitos, não é uma surpresa: seja pela maior exposição a notícias sobre crimes, seja por experiências pessoais ou de pessoas próximas, para uma parcela considerável das pessoas (33,8% dos entrevistados), a sensação de segurança em estabelecimentos comerciais piorou nos últimos anos.
A percepção de risco, vale dizer, encontra respaldo concreto em episódios vividos ou presenciados pelos próprios respondentes. Para se ter uma ideia, quase metade dos entrevistados (49,6%) afirmam já ter presenciado um furto ou roubo em um estabelecimento comercial, enquanto 28% já foram vítimas diretas desse tipo de ocorrência.
Segundo os respondentes, tal vulnerabilidade tende a aparecer sobretudo em espaços de acesso e circulação mais expostos, como mercados e restaurantes. Não por acaso, bares e lojas de rua lideram o ranking de locais que mais geram apreensão, citados por 55,2% e 55%, respectivamente. Postos de combustíveis (49%), agências bancárias (46,4%) e lojas de conveniência (30,8%) também figuram no topo das preocupações.
badalo.com.br
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17.09.2026


