Investigações da PF miram senadores e ex-governador.
Escrito porRedaçãoproducaodiario@svm.com.br
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, decidiu, na noite dessa sexta-feira (11), derrubar o sigilo de casos derivados do escândalo do Banco Master. Entre eles, as investigações da Polícia Federal (PF) contra o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL).
A medida atende a um requerimento da Procuradoria Geral da República (PGR), que busca tornar públicas as investigações relacionadas ao filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Também estão com os sigilos encerrados as apurações contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA).
Ao todo, 38 casos foram afetados por essa decisão. Somados aos levantamentos de sigilo ocorridos nessa na quinta-feira (10), 53 ações se tornaram públicos.
Do que se tratam os processos?
A investigação cujo Flávio Bolsonaro é alvo trata-se dos supostos repasses milionários de Daniel Vorcaro ao filme sobre o pai dele. Segundo a PF, o dinheiro que seria "gerido" depois pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Os dois negam as irregularidades.
Em relação a Cláudio Castro, o inquérito trata de supostas irregularidades no aporte de R$ 3,6 bilhões que o Rioprevidência, fundo dos servidores do Rio, repassou ao Banco Master. Ele também nega as acusações.
Já Ciro Nogueira trata da suposta atuação dele no Congresso em prol de Vorcaro e do Banco Master. A PF aponta que houve o pagamento de vantagens financeiras ao senador algo que ele nega veementemente.
Mendonça já havia retirado sigilo de parte do material
Na quinta-feira (10), Mendonça tornou públicos 15 procedimentos relacionados ao caso: a petição principal e outros 14 processos derivados. Entre eles, estão o inquérito central da Operação Compliance Zero e investigações sobre diferentes frentes envolvendo o Banco Master.
A liberação também alcançou documentos relacionados às mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. O material inclui o relatório da Polícia Federal que aponta Moraes como interlocutor de Vorcaro.
Entre os documentos tornados públicos, também estão informações sobre outras investigações ligadas ao grupo de Vorcaro. Relatórios da PF, por exemplo, apontam suspeitas envolvendo servidores do Banco Central e benefícios que teriam sido oferecidos pelo ex-banqueiro.
Crise no STF teve estopim no início de setembro
O tensionamento entre os membros do STF escalonou após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF que expôs trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, no dia 1º.
Já no dia 3, Moraes encaminhou a Fachin um despacho com "indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade" de André Mendonça na condução de inquéritos sobre o Banco Master e a fraude no INSS.
Mais recentemente, Mendonça e Flávio Dino tomaram decisões contrárias em relação à direção-geral da Polícia Federal, com o primeiro determinando o afastamento de Andrei Rodrigues e o segundo, a reintegração dele ao posto.
O presidente da Corte suspendeu ambas as decisões na última quarta (9).
diariodonordeste.verdesmares.com.br
caririativo.blogspot.com
12.09.2026


