Ponto de partida do programa reuniu Governo do Estado e Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.
O Ceará deu início, nesta quinta-feira (8), à implantação do Programa de Proteção de Dados e Segurança da Informação (PPSI), tornando-se o primeiro estado brasileiro a adotar a estratégia. A iniciativa já havia sido implementada pela Prefeitura de Fortaleza, e agora avança para o âmbito estadual. O encontro virtual, chamado Kick-Off (que significa dar a partida), reuniu representantes do Governo do Ceará e do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para apresentar a iniciativa e alinhar as próximas etapas de implementação.
A estratégia busca ampliar, de forma coordenada, a maturidade dos órgãos do Poder Executivo Estadual em proteção de dados e segurança da informação. O trabalho parte de um diagnóstico da situação de cada órgão e, a partir dos resultados, prevê a definição de ações e planos de trabalho voltados ao aprimoramento contínuo.
Ceará como referência
Durante o encontro, Leonardo Ferreira destacou o caráter pioneiro da iniciativa no Ceará e a importância da parceria entre os governos estadual e federal. Segundo ele, o Estado reúne características que tornam o avanço da agenda especialmente estratégico, considerando o processo de transformação digital e a crescente oferta de serviços públicos digitais.
“O Ceará é um estado estratégico para essa agenda e tem condições de se tornar um caso de referência nacional na implementação do programa”, destacou Leonardo.
Para o presidente da Etice, Hugo Figueirêdo, a ampliação dos serviços digitais prestados pelo Estado exige que a proteção das informações e a segurança das estruturas tecnológicas acompanhem esse processo.
“À medida que avançamos na transformação digital, precisamos também avançar na segurança e na proteção dos dados. Esse programa é importante justamente para nos dar uma visão mais clara de onde estamos e de onde precisamos chegar”, afirmou.
Hugo também ressaltou o apoio recebido do Governo Federal para a implantação do programa no Ceará e a atuação da Etice e do CGSI no processo. A iniciativa deverá alcançar os diferentes órgãos e entidades do Poder Executivo Estadual, ampliando a integração das ações relacionadas à segurança da informação e à proteção de dados.
Trabalho conjunto
A participação da Casa Civil também foi destacada durante o Kick-Off. Francisco Cavalcante reforçou a importância do envolvimento das instituições estaduais para que a iniciativa alcance todo o Executivo.
“A nossa intenção é que todos os órgãos estejam envolvidos. A segurança da informação precisa ser uma preocupação de todo o Governo, e a Casa Civil vai atuar para fortalecer essa participação”, afirmou.
Carlos Jorge Freitas, responsável pela Gerência de Segurança da Informação (GESINF) da Etice e integrante do CGSI, destacou que o trabalho será desenvolvido de forma articulada entre as áreas responsáveis pela segurança da informação, proteção de dados e governança.
“É um programa que exige a participação de todos. A gente precisa trabalhar de forma integrada para fortalecer a segurança e acompanhar a evolução da transformação digital do Estado”, explicou.
A implantação conta ainda com o apoio técnico da equipe do MGI. Para Carla Pires, que participa da condução das atividades junto aos órgãos estaduais, o PPSI deve ser compreendido como um processo contínuo de evolução institucional, e não apenas como o cumprimento de requisitos.
“É uma jornada. A ideia é que o programa ajude a transformar a organização, fortalecendo a governança, a proteção de dados, a segurança e a gestão de riscos”, pontuou.
Próximas etapas
Após o Kick-Off, o programa entra em uma etapa de atividades de orientação e preparação dos órgãos participantes. Ao longo das próximas semanas, serão realizados encontros voltados à apresentação da metodologia, ao diagnóstico e à elaboração dos planos de trabalho.
A partir desse processo, os órgãos poderão identificar pontos que demandam aprimoramento e estabelecer ações de evolução de sua maturidade em proteção de dados e segurança da informação. O acompanhamento será realizado de forma contínua, permitindo que os avanços sejam avaliados ao longo do tempo.
Para a Etice e o CGSI, a implantação do PPSI representa mais um passo no fortalecimento da estrutura de segurança da informação do Estado e acompanha o avanço da transformação digital no Ceará. A expectativa é que a experiência contribua para consolidar o Estado como referência na construção de uma administração pública digital mais segura e preparada para os desafios relacionados à proteção de dados.
Texto e Fotos: Marcos Felipe Martins – Ascom Gecom
caririativo.blogspot.com
09.10.2026


