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Candidatura de "capitão, sargento ou general" não impõe pressa, diz Cid

Candidatura de "capitão, sargento ou general" não impõe pressa, diz Cid

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Cúpula do PDT se reuniu ontem na Assembleia para discutir o cenário político (Foto: DIVULGAÇÃO)

| Eleição 2020 | O senador não quer "fulanizar" a discussão, que, no PDT, deve ser liderada por RC.

Se depender do senador Cid Gomes (PDT), as tratativas para a definição do candidato à sucessão do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), terão início somente em 2020, ano da disputa. O entendimento do parlamentar é de que, a preço de hoje, mais importante do que a escolha de um nome para a disputa, é a avaliação de pontos positivos e negativos da gestão de RC.
Assim, o fato de o deputado federal Capitão Wagner (Pros) ter anunciado que entrará na corrida pela segunda vez, segundo Cid, não impõe pressa ao grupo político dele.
Conforme o ex-governador, a discussão não pode ser "fulanizada". "Se é o capitão, se é o sargento, se é o general... A gente tem que assegurar as garantias daquilo que está dando certo e avaliar as ações do governo Roberto Cláudio", opinou Cid Gomes.
Ele afirma ainda que só por meio desta avaliação é que se construirá um projeto para a Cidade - a ser executado a partir de janeiro de 2021, em caso de vitória. Somente após a definição do projeto, argumenta, deve vir a escolha do candidato.
Embora seja um dos líderes do grupo político ao qual pertence o prefeito, Cid afirma que será Roberto Cláudio o coordenador das conversas para a definição de um sucessor.
O ex-governador do Ceará, o presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), e o deputado federal André Figueiredo (PDT), que comanda a executiva estadual, estiveram na Assembleia Legislativa do Ceará ontem para reunião com a bancada da Casa.
O prefeito diz que a reunião, entre diversos assuntos locais e nacionais, abordou "critérios e métodos dos diretórios municipais que devem se formar em virtude das eleições". "Fortalecer o partido, genericamente falando, nos municípios do Interior e em Fortaleza para 2020", acrescentou.
Ele diz que a sucessão não pode, agora, virar objeto de discussões, já que tem agenda administrativa "importante" a cumprir. Desviar-se dela seria "desrespeito" com os fortalezenses. Sem citar Wagner, ele argumenta que é compreensível que "um ou outro da oposição fazê-lo". "É da natureza democrática", comenta Roberto Cláudio.
Segundo Lupi, o partido virou referência no País em gestão administrativa. Ele diz que o fortalecimento da legenda brizolista no Ceará "é mais do que nunca o fortalecimento de uma base que a gente tem necessidade de ter para olhar 2020 e 2022".
O mandatário do PDT avalia ainda que debater o próximo ano é "sempre bom", mas há que se cuidar da gestão para ter respaldo para fazer sucessor.
Segundo o deputado estadual Marcos Sobreira (PDT), um dos objetivos da reunião foi a unificação de discurso em todas as casas legislativas do País diante de questões como reforma da Previdência. "Foi um bate-papo, visita de cortesia e, ao mesmo tempo, alinhamento da bancada".
Fonte: opovo.com.br
CARLOS HOLANDA
05.04.2019