PESQUISA - Quatro em cada 10 consumidores recorreram ao uso do cartão de crédito em fevereiro, diz SPC - Cariri Ativo - A Notícia Com Credibilidade e Imparcialidade
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PESQUISA - Quatro em cada 10 consumidores recorreram ao uso do cartão de crédito em fevereiro, diz SPC

PESQUISA - Quatro em cada 10 consumidores recorreram ao uso do cartão de crédito em fevereiro, diz SPC

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Entre os principais gastos do consumidor com o "dinheiro de plástico", os remédios ficaram em primeiro lugar, com 46%. Em seguida, vem os gastos com roupas e calçados (36%) e combustível (35%).

Quatro em cada 10 consumidores brasileiros utilizam o cartão de crédito para fazer compras, é que aponta dados do Indicador de Uso do Crédito, apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). A pesquisa, que foi divulgada nesta quarta-feira, 24, contabiliza as transações feitas no mês de fevereiro.
"Essa estatística se dá pelo fato de que, no primeiro quadrimestre do ano, as pessoas possuem mais despesas que nos outros meses, como IPTU, IPTA, material escolar e reajustes. Acrescentado a isso, existem as famílias que perderam renda e é aí que entra o cartão de crédito, que passa a ser utilizado para suprir essas 'despesas extras'", explica o economista Érico Veras, professor e pesquisador em finanças pessoais.
De acordo com ele, é essencial que essas pessoas saibam administrar seus gastos, para que no final das contas não acabem endividadas. Para isso, o consumidor deve fazer uma análise de suas despesas e, a partir disso, dividi-las em quatro classes de prioridade: fixa obrigatória (aluguel, colégio), variáveis obrigatórias (água, conta de luz), fixas não obrigatórias (TV a cabo, Netflix) e variáveis não obrigatórias (lazer).
"Ao enxergar essas despesas, fica mais fácil analisar onde podem ser feito os ajustes e cortes. Quanto mais cedo você fizer isso, menos doloroso será e mais fácil o problema será solucionado", afirma.
Ainda segundo o levantamento do SPC, 25% desses consumidores entraram no juros rotativo, o que, para Érico, pode ser considerada uma "faca de dois gumes". "Trocar a dívida mais cara pela mais barata e alongar o prazo de pagamento pode ser uma solução, como um empréstimo consignado. Mas se você não se organizar, vai entrar em uma dívida de novo. Você não pode gastar R$ 7 mil se a sua renda mensal é de R$ 7 mil. Vai estar furando em dois", ressalta.
Dentre os principais gastos do consumidor com o "dinheiro de plástico", os remédios ficaram em primeiro lugar, com 46%. Em seguida, vem os gastos com roupas e calçados (36%) e combustível (35%).
"O segredo é não encarar a fatura do cartão como uma surpresa. Há sempre meios que ficar monitorando. Se você não tem controle, é melhor colocá-lo na gaveta", aconselha.
Fonte: opovo.com.br
LIA BRUNO
25.04.2019