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Secom chama cineasta Petra Costa de “militante anti-Brasil”

Secom chama cineasta Petra Costa de “militante anti-Brasil”

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Reprodução/Twitter - @petracostal
A cineasta Petra Costa dirigiu "Democracia em Vertigem", documentário sobre o impeachment
Governo rebateu declarações à PBS,Petra dirigiu ‘Democracia em Vertigem’.

A Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República) rebateu declarações da cineasta Petra Costa e a chamou de “militante anti-Brasil”. Por meio da conta oficial do órgão no Twitter, o governo afirmou que ela “está difamando a imagem do país no exterior”.
Reprodução/Twitter
A secretaria referia-se a uma entrevista concedida por Petra à PBS, uma emissora pública norte-americana, em parceria com a CNN Internacional. Ela é a diretora do filme “Democracia em Vertigem”, que concorre ao Oscar de 2020 na categoria de melhor documentário.
Na entrevista, Petra diz que o governo de Jair Bolsonaro carrega a bandeira de “ideias de extrema-direita”, como o combate aos direitos dos gays e dos negros e ao feminismo, que “estão crescendo na sociedade brasileira”. A cineasta também afirma que Bolsonaro “incentiva fazendeiros a invadir terras indígenas e a queimar a Amazônia”.
A Secom divulgou 1 vídeo, com a entrevista de Petra, em que rebate cada uma das afirmações. Disse que “o governo federal não fez nenhuma ação contra direitos de minorias” e que, para Bolsonaro, “qualquer invasão de terra é terrorismo”. Também informou sobre ações desenvolvidas no combate às queimadas na Amazônia.
Sobre declarações de Petra em relação ao número de homicídios no Rio de Janeiro, afirmou que “o número de homicídios teve uma queda de aproximadamente 20% no Brasil” durante o 1º ano de governo e que a violência policial do Rio é responsabilidade do governador do Estado.
Assista ao vídeo:
Petra não respondeu às afirmações. O ex-presidente Lula saiu em defesa dela. “Bolsonaro age à revelia da verdade, usando a estrutura do governo para atacar a cineasta. A perseguição à cultura é método dessa gestão”, publicou na sua conta do Twitter.
Poder360.com.br
04.02.2020