O presidente viajou ao Paraná para visitar as obras de construção da Ponte da Integração, que está com 40% das obras realizadas e deve ser entregue em 2022. A estrutura, cujas obras começaram em 2019, vai ficar na fronteira com o Paraguai e a ideia é que desafogue o fluxo na Ponte da Amizade.
Em discurso aos trabalhadores da obra, acompanhado do presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, Bolsonaro falou sobre a ajuda que o país ofereceu à parte da população durante a pandemia. O auxílio emergencial começou a ser pago em maio e vai até este mês.
“Ajudamos o povo do Brasil com alguns projetos por ocasião da pandemia. Alguns querem perpetuar alguns benefícios. Ninguém vive dessa forma. É o caminho certo para o insucesso”, disse.
Apesar de o Planalto não ter divulgado uma decisão oficial sobre a extensão ou pagamento de novos auxílios, Bolsonaro afirmou que é preciso ter coragem para tomar decisões.
“Pior que uma decisão, até mesmo mal tomada, é uma indecisão. Nós temos que decidir. Nós temos que operar pelo nosso povo, pelo nosso país”, disse.
A ala política do governo defende que o auxílio emergencial continue a ser pago até o Congresso aprovar medidas que garantam a criação do novo programa social ou a reformulação do Bolsa Família. A discussão foi travada pelo próprio presidente por resistência dele à extinção de outros programas sociais – sugerida pela equipe econômica – para a criação de um programa mais robusto.


