Sobre o novo decreto do Governo do Ceará:
A pandemia e as restrições começaram em março. Desde aquela época, sabíamos que o vírus deveria ser derrotado para que a economia pudesse voltar a funcionar e podermos levar uma vida normal.
O Governo Federal não tinha essa visão. Sempre agiu como se o vírus fosse coisa de gente fresca e medrosa. A recomendação era seguir a vida como se não existisse o problema. Se ficar doente, tem cloroquina. Se morrer, faz parte.
Muitos seguiram essas recomendações e o que vemos é um aumento no número de casos, no número de leitos de hospital ocupados, no número de mortes. E prefeitos e governadores tendo que, novamente, tomar medidas de restrição.
E a vacina? Não tem. Com a recomendação do Governo de ignorar o vírus e seguir a vida, o ministério da Saúde não teve pressa para ir atrás da vacina. A Pfizer tentou vender 70 milhões de doses ao Brasil, o governo não quis comprar. Fez um acordo de produção da vacina de Oxford/Astrazeneca, mas não garantiu a matéria-prima.
O Governo ainda fez de tudo para atrapalhar a produção de vacina no Instituto Butantan. Falou mal da vacina, falou mal da China, dificultou o financiamento da produção ao se negar a comprar as doses.
Qual o resultado? 240 mil mortos. A partir de hoje, temos que voltar para casa às 22h, o comércio tem que fechar mais cedo, escolas fechadas.
Por isso, auxílio emergencial é urgente. E vacina já!
O que precisa acontecer para o governo federal entender que temos pressa?
Foto: Reprodução/ Diário do Nordeste
Assessoria de Imprensa
18.02.2021


