No habeas corpus, a defesa alegou que o fato de Vicente ter 62 anos seria um fator de risco para a Covid-19. A prisão do suspeito ocorreu em 15 de julho de 2020, juntamente com o então prefeito da cidade, Ticiano Tomé, seu filho. Ambos são suspeitos de envolvimento no crime. Após o assassinato de João do Povo, Ticiano, que era vice-prefeito, havia assumido a gestão de Granjeiro. Segundo a investigação, o crime teria motivações políticas.
Relembre o caso
João Gregório, conhecido como João do Povo, foi assassinado a tiros nas proximidades do Açude Junco, em Granjeiro, no início da manhã do dia 24 de dezembro de 2019. O local ficava perto da residência que ele morava. De acordo com os familiares, ele tinha costume de sair nas primeiras horas do dia para realizar exercícios físicos.
As investigações passaram a apontar o então prefeito de Granjeiro, Ticiano Tomé, e o pai dele, como principais suspeitos do caso. O motivo foi que um carro que teria sido usado de apoio no dia do assassinato, estava na casa do então chefe do município. Ele era o vice-prefeito quando João do Povo estava na Prefeitura de Granjeiro.
O tio de Ticiano Tomé também passou a ser suspeito e foi preso no dia 03 de março de 2020. Ele estava em Maracanaú no momento da prisão. Depois foi levado para o Crato, onde ficou preso por 28 dias, sendo solto no dia 31 de março, podendo usar tornozeleira eletrônica.


