A decisão será publicada nesta quarta-feira (Foto: Anderson Riedel/PR/Reprodução )Dominguetti Pereira declarou para o jornal Folha que Dias ofereceu a proposta de US$ 1 por dose do imunizante. Após a recusa do representante da Davati, o ministério ignorou as outras propostas de negociação da compra das doses.
De acordo com o representante da empresa, Dias cobrou a propina durante um jantar no restaurante Vasto, localizado na região central de Brasília, no dia 25 de fevereiro. Ainda, Dominguetti Pereira afirmou, que após sua recusa em a aceitar a propina, o ministério ignorou as propostas seguintes da Davati Medical Supply de negociar a vacina Astrazeneca. Posteriormente, a dose de cada um dos imunizantes passou a ser US$ 15,5.
Roberto Dias foi indicado ao cargo pelo líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). Sua nomeação ocorreu em 8 de janeiro de 2019, na gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM). No entanto, nesta terça, Ricardo Barros usou suas redes sociais para negar ter indicado Dias ao posto: “Em relação à matéria da Folha, reitero que Roberto Ferreira Dias teve sua nomeação no Ministério da Saúde no início da atual gestão presidencial, em 2019, quando não estava alinhado ao governo. Assim, repito, não é minha indicação. Desconheço totalmente a denúncia da Davati”.
opovo.com.br
30.06.2021


