Maria Silva comemora a vitória no Contender Series, mas ficou sem o contrato para o UFC — Foto: Josh Hedges/Zuffa LLCPor Combate.com — Las Vegas
Dana White elogia brasileira, mas diz que ela ainda precisa evoluir mais para chegar ao UFC. Três lutadores são contratados após encerrarem suas lutas com nocaute ou finalização.
Maria fez a primeira luta do card e dominou as ações de ponta a ponta. No primeiro round, trabalhou bastante os chutes baixos e, quando pôde, agarrou a adversária na busca da queda. Aos poucos, ela ganhou confiança e acertou bons socos e chutes na linha de cintura também. Nos dois rounds seguintes, derrubou Paprocki múltiplas vezes e dominou no solo, alternando entre a montada e as costas. No entanto, a "Viúva Negra" não conseguiu finalizar - chegou a arriscar um mata-leão "na marra" - nem nocautear no ground and pound. Mas saiu vitoriosa por decisão unânime (triplo 30-27).
- Estou muito feliz com minha performance, estou há dois anos parada por causa da pandemia, isso é só um pouquinho da minha versão. Quem sabe assinando o contrato, verão uma versão ainda melhor. Fiquei feliz com o resultado, mas poderia ser bem melhor. Nas próximas lutas, vou mostrar mais meu potencial - prometeu a cearense.
Ela terá de mostrar este potencial em outras organizações menores, ou talvez numa segunda oportunidade no Contender. Dana White a elogiou, mas disse que esperava mais.
- Maria teve um jogo de solo incrível, fez o que queria contra Kathryn, mas ela (a americana) aceitou a luta com três dias só de antecedência e eu esperava um pouco mais da Maria hoje. Ela tem 25 anos, está invicta, tem muito tempo pra crescer, e tenho certeza que a veremos em breve aqui, mas não hoje - disse White.
Os contratados desta edição foram o russo Viacheslav Borshchev, o inglês Jake Hadley e o eslovaco Martin Buday. Borshchev teve talvez o desempenho mais impressionante, que fez White recomendar aos fãs assistirem novamente o primeiro round. Ele foi para a briga com Chris Duncan disposto a dar show e deu até um "rolling thunder", um golpe em que o atleta dá praticamente um salto mortal e joga o chute vindo de cima para baixo. Mas o nocaute veio num golpe bem mais simples: o gancho de esquerda, certeiro no queixo de Duncan, aos 28s do segundo round.
ge.globo.com
13.10.2021.



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