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Aeroporto de Juazeiro deve mais que duplicar o terminal de passageiros até 2023

Aeroporto de Juazeiro deve mais que duplicar o terminal de passageiros até 2023

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Terminal de Juazeiro do Norte foi concedido a iniciativa privada em leilão em março de 2019. Foto: Rodrigo Siebra
Por
 George Wilson

Pátio de aeronaves deve também ganhar mais uma posição, para operar até cinco aviões ao mesmo tempo.

Prevista dentro do contrato de concessão aeroportuária do terminal de Juazeiro do Norte, a Aena Brasil, atual administradora, deve iniciar em 2022 a principal reforma e ampliação do Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, que deverá até 2023 ganhar uma nova estrutura com mais que o dobro do tamanho atual. Os demais cinco terminais administrados pela empresa espanhola, tais como os aeroporto de Recife e Maceió, também terão reformas estruturais, onde um total de três blocos totalizam um investimento de R$ 1,2 bilhão nos seis terminais.

As obras contemplam ampliação de pistas de pouso, táxi, pátios para aeronaves e terminais de passageiros. Instalação de novas pontes de embarque móveis. Mais espaço operacional para áreas de check-in, inspeção de bagagens, aduana e migração. Além disso terá investimento em áreas comerciais, com a capacidade de receber mais lojas e restaurantes. O Aeroporto de Juazeiro do Norte está entre as ampliações mais abrangentes, contemplando a renovação completa do terminal. Atualmente com 2,5 mil metros quadrados, o prédio vai mais que dobrar de tamanho, ganhando um um acréscimo de 3,8 mil metros quadrados. A edificação vai passar a ter 6,4 mil metros quadrados de área total. Além disso, o prédio existente passará por reformas. Todos os ambientes operacionais serão melhorados e ampliados.

Também serão instalados novos equipamentos de inspeção de segurança para bagagens, agilizando as filas e melhorando o conforto antes do embarque. Um dos focos das reformas estruturais está o investimento em tecnologia e eficiência operacional, em todas as etapas do processamento de passageiros, bagagens e cargas. No lado ar (operação das aeronaves), o pátio vai ganhar mais 5,8 mil metros quadrados e uma nova posição para embarque e desembarque, indo de quatro para cinco pontos. Estes trabalhos fazem parte do bloco 1B de reformas, e o prazo para a sua realização está regulamentado pelo contrato firmado entre a concessionária e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

“Todo o planejamento das obras foi realizado a partir de uma projeção de aumento da demanda para os próximos anos, com previsão de balanceamento entre todas as instalações necessárias para garantir um fluxo contínuo e confortável das operações nos momentos de pico de passageiros”, explica o diretor presidente da Aena Brasil, Santiago Yus.

Blocos

Para facilitar a execução e o acompanhamento dos trabalhos, os aeroportos foram divididos em três blocos, cujas concorrências foram abertas separadamente. No primeiro, está o Aeroporto do Recife, que teve o consórcio Passarelli-Método como vencedor da concorrência. O bloco 2 (João Pessoa e Campina Grande) ficará a cargo do consórcio Teixeira Duarte & Alves Ribeiro. A disputa pelo bloco 3 (Maceió, Aracaju e Juazeiro do Norte) foi vencida pelo consórcio Encalso Construções e Azevedo Travassos.

De acordo com a Aena, nesta etapa serão privilegiadas ações maiores, com foco no aumento da capacidade e da segurança. “Como consequência, os passageiros também vão usufruir de uma melhor experiência. Vamos readequar as áreas de acordo com a previsão de tráfego aéreo e a relação entre espaço – passageiro, a partir dos índices recomendados pela Anac. Os ambientes serão distribuídos segundo a necessidade de cada atividade operacional. Os fluxos de processamento de passageiros, bagagens, cargas e malotes postais também foram redesenhados para garantir maior eficiência de ponta a ponta”, detalha Santiago Yus.

badalo.com.br

20.12.2021