Novos titulares e suplentes do Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura do Ceará (CEPCT) foram empossados, na tarde desta segunda-feira (18), para o mandato no biênio 2021-2023. A posse foi conferida pelo secretário interino da Secretaria da Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos (SPS), Sandro Camilo. Vinculado à SPS pelo decreto estadual nº 33.196/2019, o CEPCT objetiva promover ações de prevenção e combate à tortura, visando a erradicação dessa prática no Estado.
O representante do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará (Cedeca), Renan Santos Pinheiro, foi eleito o novo presidente do CEPCT, em substituição à advogada Arnelle Rolim.
Ao dar posse aos novos integrantes do colegiado, Sandro Camilo repudiou a tortura e defendeu o diálogo como instrumento permanente à promoção dos Direitos Humanos. “Tortura e quaisquer formas de violência são inaceitáveis. Acreditamos no diálogo constante e permanente entre o setor público, o Sistema de Justiça e a sociedade civil, para avançarmos na luta contra a violência e violação de direitos”, ressaltou Sandro Camilo.
“A tortura é o crime mais covarde existente na humanidade. É um crime de humilhação, de opressão e violência de quem tem poder sobre quem não o tem”, acrescentou Renan Pinheiro, ao defender a política do desencarceramento.
O CEPCT é um órgão consultivo e deliberativo, formado por representantes do poder público e da sociedade civil. O Comitê atua no enfrentamento à tortura, a partir de visitas de acompanhamento, inspeções e monitoramento de unidades de privação de liberdade. Recebe e encaminha denúncias de crimes e promove ações preventivas e de combate à tortura.
“A tortura é um fenômeno degradante da dignidade humana. Apesar de sua proibição pelos instrumentos internacionais e pelo ordenamento jurídico interno, essa prática ainda é recorrente no cenário atual. O controle e prevenção da tortura dependem do nosso compromisso, das autoridades públicas e sociedade civil, para adoção de medidas articuladas, com caráter preventivo, repressivo, e assistência integral às vítimas”, acrescenta a coordenadora de Direitos Humanos da SPS, Bárbara Oliveira.
Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura do Ceará
Representantes de Entidades Não Governamentais
Ascom SPS
19.04.2022


