Autor Maria Eduarda Pessoa
O coordenador de Formação Política da Rede Sustentabilidade, Dimas de Oliveira, falou da sua expectativa para a eleição ao Governo do Estado e defendeu que a prioridade seja impedir que “o atraso se instale”. Questionado, portanto, o que representaria esse atraso, Dimas falou em “candidaturas bolsonaristas” - no Ceará, o presidente Jair Bolsonaro (PL) é representado na figura de Capitão Wagner (União Brasil).
Durante participação no programa Jogo Político, com transmissão nas redes sociais do O POVO (YouTube, Twitter e Facebook), nesta terça-feira, 5, Dimas comentou também sobre a aproximação da Rede com o Psol na costura de uma federação partdária.
ASSISTA AO JOGO POLÍTICO COM DIMAS DE OLIVEIRA
A federação entre os dois partidos para as eleições de 2022 e para os próximos quatro anos foi aprovada no último dia 30 de março, e deve ser ratificada pelo Diretório Nacional do Psol no próximo dia 18 de abril. “A federação está praticamente resolvida. Só falta mesmo a defesa final, mas a maioria das lideranças do Psol já concordam com essa unidade, porque os partidos precisam atingir a cláusula de barreira”, afirmou.
A união a nível nacional reflete no Ceará em um apoio da Rede à candidatura de Adelita Monteiro, nome do Psol que irá disputar o Palácio da Abolição. Adelita, por sua vez, representa oposição não só à candidatura bolsonarista citada por Dimas, como à candidatura governista.
Indagado como será a posição desse palanque frente à chapa apoiada pelo ex-governador Camilo Santana (PT), Dimas defendeu o que classificou como "crítica afirmativa".
Dimas vê objetivo político e eleitoral na CPI do Motim
Ainda sobre os ecos do ano eleitoral, Dimas disse ver a CPI do Motim, instalada na Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE), um “objetivo essencialmente político”. Para ele, a investigação mira o pré-candidato ao Governo do Ceará Capitão Wagner (União Brasil).
“Ficou muito claro que será um instrumento político para reavivar na cabeça das pessoas a relação entre o motim e o próprio Capitão Wagner, não tem nenhum tipo novidade nisso”, disse Dimas, destacando o fato da comissão, que investiga um episódio de fevereiro 2020, ter iniciado seus trabalhos meses antes das eleições.
“Eu acho que o objetivo é essencialmente político e emblemático, na perspectiva do espetáculo, de chamar atenção da população para os fatos do passado. Acho que a CPI foi criada com esse objetivo. E não acredito muito nesses aspectos mais substâncias e formais dentro da perspectiva de resultados mais aprofundados do ponto de vista legal. E o Ministério Público teve tempo suficiente para fazer isso”, concluiu.
opovo.com.br
06.04.2022


