Pais vestem crianças com roupa característica da mártir durante as romarias. — Foto: ReproduçãoA adolescente, morta há 80 anos, virou símbolo da luta contra o feminicídio e crimes sexuais contra menores.
Benigna nasceu em 15 de outubro de 1928 no Sítio Oiti, em Santana do Cariri, no interior cearense. No dia 24 de outubro de 1941, foi assassinada aos 13 anos por Raul Alves com golpes de facão, ao recusar ter relações sexuais com ele, que morava no mesmo município.
Após a morte, a menina passou a ser venerada como mártir na região do Cariri. Benigna virou símbolo da resistência contra feminicídio e violência sexual contra crianças e adolescentes após ser assassinada. A recusa da adolescente, junto a fé e devoção cristã, tornaram Benigna uma mártir, que move romarias até hoje.
A cerimônia de oficialização pelo Vaticano é a única peça que falta para que a Menina Benigna se torne a primeira beata do Ceará reconhecida oficialmente e a quarta brasileira mártir.
A solenidade de beatificação estava suspensa. Deveria ter ocorrido em outubro de 2020, mas devido à pandemia de Covid-19, o Vaticano adiou a data, e seguiu sem data definida.
“A expectativa é muito grande por essa solenidade, já são dois anos esperando. Desde quando o Papa Francisco assinou o decreto reconhecendo o martírio. Só falta, no momento, a cerimônia para que Benigna seja declarada beata ou bem-aventurada, como pode ser chamada”, disse Ypsilon Felix, organizador de romarias em homenagem à menina.
Romaria da Menina Benigna em Santana do Cariri em 2018. — Foto: Reprodução
g1.globo.com


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