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Cannabis x Alzheimer: entidade opina sobre reversão da doença

Cannabis x Alzheimer: entidade opina sobre reversão da doença

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Sintomas do Alzheimer em idoso no Paraná são revertidos após uso da cannabis (foto: Reprodução/Pexels)
Academia Brasileira de Neurologia publicou nota dizendo que ainda não há evidência de que o uso do THC ou do CBD reverta os sintomas do Alzheimer

Autor Maria Eduarda Andrade

Na última terça-feira, 27, um estudo mostrou a eficácia de um tratamento em que utilizava o extrato da cannabis em pacientes diagnosticados em estado leve e moderado de Alzheimer. Porém, nesta quarta-feira, 28, a Academia Brasileira de Neurologia, publicou um esclarecimento acerca dos resultados positivos da pesquisa.

Em nota, O Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia se manifestou sobre os casos estudados e informou que, o uso de canabinóides para o tratamento de condições neurológicas é atualmente alvo de intensa pesquisa, com resultados não uniformes até o momento. 

Além disso, especialistas da entidade constataram que ainda não há evidência científica que confirme que o uso do THC  (Tetrahidrocanabinol) ou do CBD (Canabidiol) para o tratamento dos sintomas cognitivos ou neuropsiquiátricos da doença de Alzheimer, incluindo para a reversão ou estabilização da doença, que apresenta evolução progressiva. 

Sobre o caso: entenda estudo sobre o efeito da cannabis contra o Alzheimer

A pesquisa foi feita com 28 pessoas diagnotsticas com Alzheimer no estágio leve e moderado, entre elas o idoso paranaense Delci Ruver que faz parte como recrutado para o tratamento é considerada pioneira no Brasil. O estudo avalia os efeitos do uso diário de um extrato composto por THC (Tetrahidrocanabinol) e CBD (Canabidiol).

Acompanhados pela Unila, a Universidade Federal da Integração Latino-Americana, as pessoas que fazem parte do estudo foram dividas em dois grupos: o primeiro faria dosagem de óleo de cannabis, o segundo faria o uso de placebos (preparação neutra).

Ainda de acordo com os cientistas responsáveis, o grupo que fez o uso do composto por seis meses, mostraram uma melhora significativa onde se apresentaram clinicamente estáveis.

opovo.com.br

29.09.2022