A Fúria mostrou todo seu repertório em maior goleada da Copa do Mundo, enquanto a Alemanha sofreu virada que a complica.
Escrito por Vladimir Marques
O 4º dia da Copa do Mundo foi de afirmações e surpresas. A Espanha encantou ao golear a frágil Costa Rica por 7 a 0, mostrando uma fúria pelo gol e se credenciando como uma das favoritas ao título. Já Alemanha, que enfrentaria a boa seleção japonesa, era favorita e tropeçou por achar que o jogo estava ganho, se complicando Copa.
A derrota alemã se explica por uma postura preguiçosa na etapa final de jogo. Se no 1º tempo a equipe germanica teve mais de 80% de posse de bola e empilhou chances de gol, na etapa final sucumbiu a vontade e coragem do Japão, que virou em atuação heróica.
As campanhas recentes da Alemanha na Euro - quando caiu nas Oitavas pela Inglaterra - e Liga das Nações - quando foi 3ª colocada jogando mal, perdendo para a Hungria em casa e empatando fora com a Inglaterra - era indicativos que o momento não era bom, o que se confirmou na estreia.

Fora Gündogan (que fez ótima partida, distribuindo bem o jogo) e Musiala (único que tentava jogadas individuais), o restante da equipe jogou mal. Raum e Schlotterbeck - falhou no 2º gol - foram mal na defesa, enquanto Kimmich e Muller foram discretos na armação. Para piorar, as opções de Hansi Flick não são das melhores - Füllkrug e Hofmann - provam isso.
Assim, a Alemanha terá que melhorar muito para superar a Espanha e evitar uma eliminação precoce.

ESPANHA ENCANTA
A Espanha não era apontada como das principais favoritas, como França, Brasil e Argentina, mas sempre esteve entre as seleções que poderiam surpreender. O futebol que jogou na Euro e Liga das Nações eram credenciais e a confiança do técnico Luiz Henrique antes da Copa se confirmou.
Um time ousado, vertical, valorizando a posse de bola - mas sem a demasia do tiki-taka, marca dos títulos Mundial e Europeu - a Roja deu show de futebol.

Ainda que não tenha sido exigida defensivamente, é de se elogiar o domínio espanhol, a fome de gols e o setor ofensivo do time.
O funcionamento do meio campo com Busquets - craque na distribuição do jogo - Soler e Gavi foi perfeito. Este último, jogou uma partidaça e marcou um golaço.
Outros destaques do jogo foram Jordi Alba, Ferran Torres e Morata.
Uma seleção renovada, confiante e que joga um futebol vistoso, tudo que seu técnico quer. Não dá para ignorar a Espanha, que deve jogar solta a Copa, sem o peso do favoritismo. Os adversários que se cuidem, principalmente a Alemanha, que pode ser a próxima vítima e se despedir da Copa cedo.
diariodonordeste.verdesmares.com.br
24.11.2022


