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Quatro pessoas são indiciadas em caso de petiscos contaminados para cães

Quatro pessoas são indiciadas em caso de petiscos contaminados para cães

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Legenda: Casos de cachorros que morreram após ingerirem petiscos contaminados vieram à tona entre agosto e setembro deste ano.
Foto: Shutterstock
Funcionários da empresa Tecnoclean, que fornece insumos para a indústria que fabrica os petiscos, devem responder por falsificação de produtos.


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Quatro funcionários da empresa Tecnoclen, fornecedora de insumos, foram indiciados pela Polícia Civil de Minas Gerais no inquérito sobre a contaminação de petiscos caninos por monoetilenoglicol. Eles devem responder por falsificação de produtos.

Caso o quarteto seja condenado, a pena pode ser de dez a 15 anos de prisão e multa. Segundo o G1, a delegada responsável pelo caso, Danúbia Quadros, disse, em entrevista à imprensa, em Belo Horizonte, que o crime é considerado hediondo e que a empresa assumiu o risco do resultado.

"Independentemente se é uma prática comum nesse mercado, a Polícia Civil entende que a empresa assumiu o risco do resultado, quando possivelmente trocou os rótulos", afirmou a delegada.

De acordo com as investigações policiais, houve uma incorreção na identificação de rótulos que gerou a entrega de um barril de monoetilenoglicol à fabricante do petisco e chegou aos consumidores finais: os animais. 

A suspeita é de que a troca tenha sido proposital, visto que o monoetilenoglicol é mais barato que propilenoglicol, que não é tóxico e normalmente é usado na composição desses produtos, e que a produtora pode ter tentado obter vantagem financeira na venda do barril à empresa que produz os petiscos.

"Por isso que, em alguns lotes, foi detectada a presença de monoetilenoglicol. Por isso, nessa incorreta identificação de rótulos. Então, a conclusão da investigação da Polícia Civil é nesse sentido: chegou ao consumidor final um produto alimentício que poderia ter sido vendido apenas para o ramo industrial", continuou Quadros.

INVESTIGAÇÃO

As investigações começaram no dia 19 de agosto deste ano, quando duas tutoras buscaram a Polícia de Minas Gerais com suspeita de que seus cães morreram depois de comerem um petisco contaminado.

Os policiais identificaram o monoetilenoglicol em análises periciais e necrópsias feitas nos corpos dos cachorros mortos após ingerirem os petiscos. Normalmente, é utilizado propilenoglicol na composição dos produtos, e não o que foi encontrado, que é considerado tóxico, não recomendado para consumo animal e humano. 

A Tecnoclen ainda não se manifestou sobre os indiciamentos. Segundo o G1, a empresa também pode ser responsabilizada em nível administrativo, com suspensão e interdição do negócio, e cível, momento em que os tutores devem ser ressarcidos. Essas ações, no entanto, cabem ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

MORTES

A contaminação dos petiscos provocou a morte de 14 cães em minas Gerais e de mais de 50 em todo o Brasil.

diariodonordeste.verdesmares.com.br

06.12.2022