Polícia apreendeu minuta inconstitucional na casa do ex-ministro.
Escrito por Redação
O ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, disse em audiência de custódia que "jamais questionou o resultado das eleições". A informação foi reportada pelo jornal O Globo nesta segunda-feira (23).
Torres foi preso no último dia 14, suspeito de atuar para facilitar a ação dos terroristas que atacaram o Palácio do Planalto e as sedes do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF) em 8 de janeiro.
Em depoimento ao juiz do gabinete do Alexandre de Moraes, Torres afirmou que "jamais daria condições" de as invasões ocorrerem. Ele está detido no 4º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília.
"Eu jamais questionei resultado de Eleição, não tem uma manifestação minha nesse sentido, eu fui o primeiro ministro a entregar os relatórios. Essa guerra que se criou no país, essa confusão entre os Poderes, essa guerra ideológica, eu não pertenço a isso, eu sou um cidadão equilibrado e essa conta eu não devo. Eu peço que essas imagens não saiam daqui”, disse o ex-ministro.
No primeiro depoimento à Polícia Federal, no dia 18, Torres ficou em silêncio. Ele deveria depor novamente nesta segunda-feira (23), mas o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes remarcou para o dia 2 de fevereiro, permitindo que a defesa tenha o tempo necessário para analisar as provas.
SUSPEITO DE FACILITAR A AÇÃO DE TERRORISTAS
A prisão de Anderson Torres foi determinada em 10 de janeiro pelo ministro Alexandre de Moraes, a pedido a Polícia Federal. Ele foi exonerado do cargo de secretário de Segurança Pública do Distrito Federal no dia dos ataques terroristas.
O desligamento foi feito pelo então governador do DF, Ibaneis Rocha (MBD), que foi afastado da função. A Advocacia-Geral da União (AGU) entendeu que houve omissão do governo estadual no enfrentamento aos terroristas.
Cumprindo mandado de busca e apreensão, a PF encontrou na casa de Torres a minuta de um decreto inconstitucional, para constituir estado de defesa e mudar o resultado das eleições gerais de 2022.
No primeiro depoimento a PF, Torres também foi questionado sobre o documento, que vem sendo chamado de "minuta do golpe".
diariodonordeste.verdesmares.com.br
24.01.2023


