MP ajuíza ação contra prefeito de Altaneira requerendo anulação de contratos temporários - Cariri Ativo - A Notícia Com Credibilidade e Imparcialidade
Anúncio

MP ajuíza ação contra prefeito de Altaneira requerendo anulação de contratos temporários

MP ajuíza ação contra prefeito de Altaneira requerendo anulação de contratos temporários

Compartilhar isso

 

Prefeito Dariomar Rodrigues. (Foto: Guto Vital/ Site Miséria)
O procedimento deve ser concluído no prazo de 30 dias, sob pena de multa de R$ 5 mil por dia de atraso.

Redação

O prefeito de Altaneira, Dariomar Rodrigues (PT), é alvo de ação ajuizada nesta quarta-feira (11) pelo Ministério Público do Ceará (MPCE), que requer a anulação de contratos temporários e a realização de seleção para professores efetivos ampliarem a carga horária. A ação foi ingressada pelo promotor de Justiça Ariel Alves de Freitas, da Promotoria de Justiça de Nova Olinda.

Na ação, o MP aponta que, em março de 2021 a Prefeitura de Altaneira publicou edital para contratar professores temporários. Em maio do mesmo ano, diz a ação, 11 profissionais foram convocados, cada um com carga horária de 20 horas semanais.

“A Lei Municipal nº 539/2011 orienta que a carência de professores deve ser suprida primeiramente por meio de ampliação de carga horária dos docentes efetivos, caso estes queiram e tenham disponibilidade. Somente se não houver disponibilidade entre os efetivos é que se recorre à seleção de temporários. A premissa, no caso em tela, não foi obedecida”, justifica a ação.

O MPCE já havia instaurado procedimento administrativo e expediu Recomendação para que Dariomar suspendesse, de imediato, os efeitos jurídicos do processo seletivo. Em janeiro de 2022, a prefeitura iniciou seleção interna entre os professores efetivos. Contudo, em agosto do mesmo ano, publicou novo edital para contratação de temporários e revogou todas as ampliações concedidas aos efetivos.

No pedido à Justiça, a Promotoria de Justiça de Nova Olinda e Vinculada de Altaneira requer, judicialmente, que sejam suspensos, até o julgamento definitivo da ação, os contratos temporários de professores e que o Município seja proibido de realizar nova seleção, renovação ou manutenção dos contratos existentes, bem como contratação direta para função de professor temporário.

O MP ainda requereu a anulação de portarias que revogam unilateral e ilegalmente a ampliação de carga horária dos professores efetivos, e, consequentemente, que esses professores sejam novamente contemplados com a extensão da carga horária, incluindo os mesmos vencimentos, vantagens e garantias.

A ação requer ainda que o prefeito, no prazo de 10 dias, realize abertura de edital de Seleção Simplificada entre os professores efetivos, a fim de que os profissionais tenham a possibilidade de ampliar a carga a horária para atender às carências na rede municipal de ensino. O procedimento deve ser concluído no prazo de 30 dias, sob pena de multa de R$ 5 mil por dia de atraso.

miseria.com.br

12.01.2023