Legenda: Equipes do governo federal realizam o resgate de crianças em caso de grave desnutriçãoFoto: AFPNúmero total de crianças internadas de diferentes povos indígenas chegou a 58 nesta segunda-feira (6).
CRISE NA REGIÃO
Por conta do avanço do garimpo ilegal na região, crianças e adultos tem enfrentado casos graves de desnutrição e malária, no que tem sido definido como uma das piores crises sanitárias da história em três décadas de demarcação.
O resgate de crianças nas comunidades e envio para Boa Vista em caso de internação tem sido feito desde o dia 16 de janeiro por equipes do Ministério da Saúde e Força Aérea Brasileira. As crianças em estados mais delicados vão para a única unidade de atendimento infantil em Roraima.
Segundo a Defensora Pública da União, a internação de crianças só ocorre quando acompanhada de outra comorbidade. Uma das recomendações, então, é para que todos os casos sejam atendidos no Hospital da Criança Santo Antônio.
"A gente diz que é alto porque não é de costume ter esse número. É um número expressivo. Mas, a gente está conseguindo trabalhar e conseguindo dar conta no momento", disse a diretora-geral do Hospital da Criança, Francinete Rodrigues, sobre a quantidade de crianças Yanomami internadas até o momento.
Ainda conforme informações das unidades de saúde locais, algumas crianças resgatadas já chegam com o peso duas vezes abaixo do ideal.
A crise humanitária no território tem se acentuado em meio ao aumento de doenças, violência, aumento do desmatamento, poluição de rios e prejuízos para caça e pesca. O ciclo em questão, apontam especialistas, tem levado à fome e morte entre o povo Yanomami.
diariodonordeste.verdesmares.com.br
07.02.2023


