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Ceará registra maior alta no preço da gasolina no País em janeiro

Ceará registra maior alta no preço da gasolina no País em janeiro

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Ceará se manteve como gasolina mais cara do Brasil pela terceira semana consecutiva(foto: José Cruz/Agência Brasil)
 Alta foi de 10,8% no mês. Acima da média nacional (2,8%), segundo dados do Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade.

Autor Irna Cavalcante

O gasto com gasolina está pesando no bolso dos cearenses. Levantamento do Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade mostra que, no Brasil, o estado onde o preço do produto mais subiu foi o Ceará, com alta de 10,8% ante o mês anterior. Em Fortaleza, o aumento foi ainda mais expressivo, de 12,5% no mês.

O dado integra um novo boletim - uma parceria inédita entre a Veloe, hub de mobilidade e logística, e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) - que trará, mensalmente, uma cesta de indicadores, incluindo a variação dos preços dos combustíveis em todas as regiões do Brasil.

Brasileiro compromete 6,8% da renda para encher o tanque

A pesquisa mostrou também que para encher o tanque de gasolina comum, em janeiro, o brasileiro precisou comprometer, em média, 6,8% da renda domiciliar.

O indicador é calculado a partir do cruzamento de dados da renda média (apurado pela Fipe a partir de dados da PNAD/IBGE) necessário para abastecer um tanque com 55 litros de gasolina comum (capacidade média dos veículos de passeio).

O percentual de janeiro representa uma queda de 2,5 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, quando o indicador chegou aos 9,3% - o maior percentual da série histórica.

Na prática, quando esse indicador diminui, a gasolina fica mais barata em relação à renda. Os dados são referentes ao terceiro trimestre de 2022 (último dado disponível pelo IBGE sobre renda dos domicílios).

Veja alta no País e nas regiões

No País, a média de preços da gasolina comum ficou em R$ 5,108. Aumento de 2,8% em relação a dezembro de 2022. No comparativo entre regiões, os consumidores nordestinos são os que pagam mais caro pelo produto (R$ 5,290).

Em contrapartida, o combustível teve seu menor valor nos postos da região Sudeste. A média da gasolina comum ficou em R$ 5,028. São Paulo, com média de R$ 4,968, foi o estado da região que registrou a menor média.

O Monitor de Preços de Combustíveis registrou também preços médios nacionais por litro abastecido de R$ 5,246 para gasolina aditivada; R$ 3,919 para etanol hidratado; R$ 5,143 para o GNV; R$ 6,424 para o diesel comum; e R$ 6,502 para o diesel S-10.

Considerando o comportamento observado no acumulado dos últimos 12 meses, três dos seis combustíveis monitorados registraram decréscimo nos preços de mercado. O principal deles foi a gasolina comum, com queda de 23,6%. A gasolina aditivada apresentou queda de 22,8%. Já o etanol hidratado teve decréscimo de 22,6%.

O diretor-geral da Veloe, André Turquetto, explica que o setor de combustíveis é peça-chave para o panorama da mobilidade em geral. “Entender essas variações de preços e seus impactos para empresas e famílias é essencial para o nosso setor”, comenta Turquetto.

Bruno Oliva, coordenador de Pesquisas da Fipe, destaca que a base de dados é composta por preços de mais de 20 mil postos de gasolina e será atualizada mensalmente, a partir da base de dados Veloe. "A quantidade e qualidade dos dados disponibilizados pela Veloe permitem a construção de indicadores precisos e abrangentes. O cálculo e divulgação dessas informações ao público geral, de forma organizada e de fácil acesso, permitirá às instituições públicas, privadas ou cidadãos interessados fazer análises para a melhor tomada de decisão”.

opovo.com.br

09.02.2023