Legenda: Todos envolvidos foram levados para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Itanhaém.Foto: Divulgação/Guarda Civil Municipal de ItanhaémCaso aconteceu quando a jovem de 21 anos voltava do exame para Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
"Aí ele falou: 'mas você quer desabafar sobre isso, conversar?' E eu respondi: 'não quero conversar, só quero ir pra minha casa'", contou a moça, dizendo que o homem insistiria para prosseguir com a conversa, contudo, ela negaria outras vezes.
A passageira, que retornaria ao celular, estranhou o trajeto, em direção contrária à região onde ela mora. O fato fez a jovem questionar o motorista que, segundo ela, não olhou para trás e continuou dirigindo, contando que a "levaria para chorar em um lugar bonito".
Na hora, não pensei duas vezes: abri a porta do carro e saltei. Não me machuquei e não sei como, mas sai correndo rápido, gritando multo alto por socorro
A estudante disse que o motorista ainda manobrou o carro, pedindo para a passageira voltar. Mas ela viu um pedestre e pediu ajuda. "Estava bem desesperada, na hora só sabia chorar". Testemunhas chamaram a Polícia e um morador tirou a chave do veículo para o motorista não ir embora.
"Ele falava: 'pelo amor de Deus, eu tenho família, não faz isso'. Mas pedi pra ele não falar comigo, e a testemunha ficou até exaltada com ele, falando que não deveria dirigir a palavra a mim".
Após a chegada dos agentes de segurança, todos envolvidos foram levados para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Itanhaém. O caso foi registrado como violência psicológica contra a mulher.
RESPOSTA DO APLICATIVO
A estudante diz que fez uma denúncia no aplicativo 99, mas não sabia quais ações teriam sido tomadas.
Em nota ao g1, a empresa lamentou o caso e informou que o perfil do motorista foi bloqueado assim que a ocorrência foi registrada. Além disso, uma equipe foi disponibilizada para tentar contato com a passageira para que fosse oferecido acolhimento e suporte.
A empresa também se colocou à disposição para colaborar com as autoridades, caso necessário, e afirmou ter segurança como prioridade, além de investir em recursos para oferecer proteção às usuárias, antes, durante e depois das corridas.


