Legenda: Criança desapareceu no dia 4 de abril de 2014 e, dez dias depois, o corpo foi localizado em uma cova em um matagalFoto: reproduçãoBernardo foi morto aos 11 anos, em 2014
Leandro havia sido condenado em 2019, mas a decisão foi anulada pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), que aceitou a alegação de que houve quebra da paridade de armas durante o interrogatório do médico.
A sentença foi lida pela Juíza Presidente do Tribunal do Júri, Sucilene Engler Audino, após quatro dias de trabalhos. O pai foi considerado culpado por homicídio quadruplamente qualificado e falsidade ideológica. Ele foi absolvido por ocultação de cadáver.
A defesa comunicou que o réu não estava em condições de ser interrogado e ele retornou ao Presídio de Ijuí, onde permaneceu nos últimos dias, segundo TJRS.
MORTE DE BERNARDO BOLDRINI
O corpo do menino Bernardo Boldrini foi encontrado, em abril de 2014, às margens de um córrego na cidade de Frederico Westphalen, vizinha a Três Passos, no Rio Grande do Sul, onde o garoto de 11 anos morava com o pai, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini e a meia irmã. Ele desapareceu no dia 4 de abril e, dez dias depois, o corpo foi localizado em uma cova em um matagal.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, a madrasta Graciele ministrou o remédio Midazolan em Bernardo, com ajuda da amiga Edelvânia Wirganovicz. O menino morreu devido à dosagem e foi enterrado pelas duas. Leandro foi apontado como mentor e Evandro Wirganovicz como cúmplice.
O casal e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz foram condenados em março de 2019 pelo homicídio qualificado e ocultação de cadáver, durante o julgamento que durou uma semana.
Graciele Ugulini segue presa e tem previsão para progressão de regime para o semiaberto em 2026. Já Edelvania e Evandro estão em regime semiabertto.
diariodonordeste.verdesmares.com.br
24.03.2023


