No comunicado, a Anvisa afirma que alguns representantes das marcas suspensas alegaram que os efeitos seriam “restritos ao uso para trançar cabelos e a suposta prática dos usuários de não lavar os cabelos trançados por diversos dias”. “Tais declarações levantaram questionamentos sobre eventual aspecto discriminatório e racista contido em tais falas”, disse a agência.
O órgão acrescentou que não há dados que relacionem os efeitos colaterais a uma forma específica de uso e que diversas causas fazem parte da investigação, como a própria formulação dos produtos e “eventuais impurezas”. “Portanto, não há alegações técnicas de que os eventos adversos graves estejam relacionados ao uso por pessoas negras e mais especificamente à prática de trançar cabelos”, frisou.


