Legenda: Menino espera ansiosamente a passagem de "amigos" pela rua de casaFoto: Arquivo pessoal/ Carolina PiconiVitor Piconi desenvolveu carinho por profissionais da limpeza urbana desde os 10 meses de vida.
Ao começar a dizer as primeiras palavras, ele ficava fascinado quando os coletores reagiam aos seus cumprimentos. “Ele começou a dizer 'oi' na janela para eles e os coletores retribuíam com 'oi, amigão' e ele ficava todo feliz”, lembra Carolina ao g1.

Quando escuta o barulho do caminhão se aproximando, Vitor corre para janela para esperar os amigos passarem, conta a mãe. A ansiedade é tanta que, às vezes, o menino começa a pular.
Em outras ocasiões, o menino deseja um bom trabalho e abraça os profissionais. “Os rapazes ficam contentes também e o motorista buzina quando o Vitor está na rua”, diz Carolina.
EMPATIA E RESPEITO
Carol diz que tenta ensinar ao filho questões sobre empatia, amor sem preconceitos e valorização de todas as profissões que existem.
"A gente sempre tenta ensinar isso pra ele, sabe? Ser humilde, ter empatia com o próximo. Sabemos que o trabalho dos coletores não é fácil, é árduo e falamos isso pra ele, que os amigões trabalham muito, ajudam a manter a cidade limpa", afirma.
De acordo com a mãe, quando vê os coletores trabalhando debaixo de chuva, o menino chega a ficar triste. “É uma relação muito bonita que eles criaram, de amizade mesmo", diz emocionada.
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17.04.2023


